Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,65 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 161,00 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,24 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,01 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 131,23 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 140,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,28 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.538,40 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.437,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 125,60 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 142,66 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 157,15 / cx
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Mercado Interno

Carne suína em queda

Queda na venda de carne suína reforça importância do mercado interno para o setor.

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Maio foi um mês catastrófico para as exportações de carne brasileira. Suínos, bovinos e frangos lideraram negativamente o mau resultado dos produtos básicos na balança comercial nacional. A diminuição da receita cambial da carne bovina chegou a 37,8% e na carne de frango atingiu 34,6%.

Com a carne suína a performance foi ainda pior. O tombo passou de 40% e as exportações não conseguiram render mais do que US$ 94 milhões. Um resultado da combinação entre a sistemática queda nos valores pagos pela carne vendida no comércio internacional e os reflexos negativos junto aos consumidores das notícias envolvendo a Gripe A H1N1, desde a última semana de abril.

“Sempre chamamos a atenção para o exagero da força hipnotizadora que as exportações exercem. Vender internacionalmente é importante, mas é o mercado interno, a ligação forte do produtor e da indústria de carne suína com o consumidor brasileiro que vai garantir bons resultados para a nossa suinocultura e para a rede de capital e ganhos que a cadeia do segmento consegue imprimir nas regiões onde atua dentro do país.

Logo, a tarefa do Seminário é descobrir o ‘Ovo de Colombo’, chamar a atenção para algo que é estratégico: construir um caminho sólido e que promova aauto-suficiência com o mercado interno”, analisa o Diretor de Marketing da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Fernando Barros. E é para debater o desenvolvimento e os problemas da Suinocultura brasileira que a ABCS vai reunir produtores, pesquisadores, técnicos e empresários em Foz do Iguaçu, de 1 a 3 de julho, no Rafain Palace Hotel & Convention Center, para o 13° Seminário Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura, que ainda conta com o apoio da Associação Paranaense de Suinocultura (APS).

Estarão em Foz do Iguaçu especialistas do gabarito de Mailson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda; John Ratcliff, consultor da maior rede de supermercados do Reino Unido, a Tesco; Décio Zylberstajn, um nome mundialmente respeitado no Agronegócio; Francisco Rojo, um dos mais experientes profissionais do marketing de alimentos do país; Marcio Milan, um “expert” em negociações com fornecedores nacionais e internacionais, e Luciano Roppa, Presidente do Grupo Provimi e experimentado em produção, consumo e comercialização de alimentos à base de proteína animal no mundo.

Neste ano, os volumes de carnes embarcadas para o exterior até que vinham tendo um desempenho razoável diante da força avassaladora da crise internacional sobre os tradicionais parceiros econômicos do Brasil. E chegaram até a surpreender no mês passado, em abril. Mas os resultados com os valores permanecem negativos.

As quedas de receita emplacaram 31,4% na carne bovina, 19,7% na carne de frango e 15,9% na carne suína se vislumbrarmos os quatro primeiros meses de 2009. “O seminário vai insistir em conceitos que são de conhecimento geral da cadeia produtiva da carne suína. Há 4 anos, as gôndolas dos supermercados não tinham a nossa carne. O resultado positivo de campanhas como ‘Um novo olhar sobre a carne suína’ é inegável. Mas perdeu-se muito espaço para as outras carnes. E elas correram atrás do prejuízo. Mas o consumidor já avisou o que quer. Gostada carne suína, mas quer cortes pequenos, magros e até pré-preparados. Queremos usar os debates do seminário para jogar esta realidade de uma vez por todas. E discutir, definitivamente, comercialização de nossa ótima, eficiente, saudável e saborosa carne suína”, conclama Fernando Barros.

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