Clima seco atrasa plantio de soja e milho e eleva preços dos grãos

A falta de chuvas e o tempo seco estão atrasando o plantio de soja e milho em diversas regiões produtoras do Brasil, gerando preocupações tanto entre os agricultores quanto no mercado. O impacto climático já está impulsionando as cotações dos grãos, à medida que a oferta futura pode ser comprometida.
Em Mato Grosso, maior produtor nacional de soja, apenas 0,27% da área destinada à cultura foi plantada até o dia 20 de setembro, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). No mesmo período do ano passado, o índice era significativamente maior, alcançando quase 2%. No Paraná, o segundo maior produtor do país, o plantio avançou em apenas 10% da área prevista, em contraste com 16% no ano anterior, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
A incerteza em torno do clima tem afetado as decisões dos produtores, que aguardam chuvas consistentes para iniciar o plantio em ritmo normal. A perspectiva de atrasos pode resultar em impactos na safra de milho, que depende da janela ideal de plantio para garantir produtividade.
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Onda de calor agrava situação no campo
Paralelamente aos atrasos no plantio, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de “grande perigo” devido a uma intensa onda de calor. As temperaturas nas regiões afetadas estão, em média, 5°C acima do normal há pelo menos cinco dias, complicando ainda mais as condições agrícolas.
O primeiro alerta, válido para esta quinta-feira (26/9), abrange parte de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, além de grandes áreas de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e o Distrito Federal. O segundo aviso, focado para sexta-feira (27/9), afeta principalmente o Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Goiás. Já o terceiro alerta, para sábado (28/9), cobre Minas Gerais, Goiás, Bahia e outras regiões, mantendo o cenário de calor extremo até o final do mês.
Essas condições meteorológicas adversas ampliam o desafio para o plantio das safras de soja e milho, colocando o setor agrícola em alerta para potenciais prejuízos no ciclo produtivo.
Fonte: Inmet





















