Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,29 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,89 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,86 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,59 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,71 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,69 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 133,21 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 148,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,52 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.510,24 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.400,50 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 141,41 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Mercado

Suinocultores independentes do RS operam com prejuízo no primeiro semestre

Preço do suíno está de R$ 0,50 a R$ 0,80 mais barato que o valor do custo de produção

Suinocultores independentes do RS operam com prejuízo no primeiro semestre

Não houve milagre para os suinocultores independentes gaúchos durante o primeiro semestre de 2022. Com os custo de produção mais elevados do que o valor do quilo do suíno recebido, nem o mais eficiente dos 60 mil produtores independentes do Rio Grande do Sul conseguiu escapar do prejuízo na operação da primeira metade do ano.
 
De janeiro a junho de 2022, a média dos custos de produção ficou em cerca de R$ 7,20 por quilo de porco, variando entre R$ 7,00 e R$ 7,30, segundo a Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs). Já o preço pagou ao produtores na terceira semana de julho, já após uma leve reação, ficou em R$ 6,53. Portanto, o preço de venda do suíno vivo nas matrizes independentes está de R$ 0,50 a R$ 0,80 mais barato que o valor do custo de produção por quilo. 
 
“Todos os produtores independentes tiveram prejuízo. O primeiro semestre de 2022 foi realmente bem complicado em relação a custo de produção e ao preço do suíno. Os produtores que estão fora do sistema integrado e trabalham no mercado independente têm apanhado feio nesses primeiros meses do ano”, lamenta Valdecir Folador, presidente da Acsurs.

De um plantel geral de 360 mil matrizes que a suinocultura gaúcha possui, cerca de 60 mil são de produtores independentes. O restante pertence ao sistema de produção integrado, seja através de cooperativas ou de agroindústrias – que absorvem o prejuízo da operação quando o resultado entre custo e valor de venda fica no negativo.
 
“A diferença é que, no caso do independente, o prejuízo fica no bolso do produtor. Na conta recente, o saldo foi negativo: o produtor teve que tirar dinheiro do bolso para manter a operação. Está trabalhando no vermelho”, afirma Folador. Para o segundo semestre, o presidente da associação espera reação de preços e, com uma boa safrinha que está sendo colhida no Centro-Oeste brasileiro, os custos também deem uma folga para a produção gaúcha – o que ainda assim pode não ser suficiente para acabar com os prejuízos da operação.
 
“Se olhar tradicionalmente, o segundo semestre sempre foi melhor, sempre pagou preços melhores. Há expectativa de daqui para a frente um mercado com mais força para pagar pelo suíno. E o custo de produção vai ceder um pouco, já que o milho baixou levemente em função da grande safra que está sendo colhida em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, mas não é algo extraordinário, nem deve ser suficiente”, afirma Folador.

Outra expectativa em relação à segunda metade do ano é de que haja reação também nas exportações. No semestre, as exportações de carne suína totalizaram 510,2 mil toneladas, número 9,3% menor que o acumulado nos seis primeiros meses de 2021, com 562,7 mil toneladas. A receita acumulada até junho também apresentou queda, alcançando US$ 1,115 bilhão, número 17,4% menor que o registrado no primeiro semestre do ano passado, com US$ 1,349 bilhão.
 
“O que se prevê para julho é um volume maior exportado e também preços melhores recebidos na venda ao exterior. Isso ajuda a melhorar o preço do quilo do suíno vivo internamente”, espera o presidente da Acsurs.

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