Saiba como o Rio Grande do Sul intensifica vigilância sanitária após foco de influenza aviária em aves na Reserva do Taim
Rio Grande do Sul intensifica vigilância após foco de influenza aviária em aves silvestres na Reserva do Taim

Desde a confirmação do primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) em aves silvestres neste ano, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) intensificou as ações de vigilância sanitária na região sul do estado.
O foco da doença foi registrado em 28 de fevereiro, na Reserva do Taim, localizada no município de Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul.
Nesta segunda-feira (9), equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA/Seapi) capacitaram 51 agentes de endemias, saúde e controle epidemiológico do município. A agenda também incluiu reunião com a prefeitura de Chuí para alinhar estratégias de prevenção e controle.
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Capacitação busca fortalecer vigilância nas comunidades
Segundo a fiscal agropecuária do DDA/Seapi, Rosane Collares, a articulação com os municípios e a qualificação de profissionais que atuam diretamente nas comunidades são fundamentais para fortalecer o sistema de vigilância.
O treinamento reuniu agentes de endemias, profissionais da saúde e integrantes da Estratégia Saúde da Família, que atuam diretamente nas residências e podem ampliar a disseminação de informações sobre prevenção da doença.
Educação sanitária integra ações de prevenção
De acordo com o médico veterinário Felipe Campos, coordenador de Educação Sanitária da Seapi, as ações educativas fazem parte das atividades permanentes de vigilância.
O trabalho inclui orientação direta à população e reuniões com gestores das áreas de educação, saúde, meio ambiente, agricultura e defesa civil, realizadas de forma presencial e remota.
Também está em elaboração um cronograma de atividades educativas nas escolas da região, com o objetivo de ampliar o conhecimento da população sobre prevenção e notificação de suspeitas da doença.
Atuação integrada monitora foco em aves silvestres
O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS) atua de forma integrada com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no monitoramento da área afetada.
As ações estão concentradas na Lagoa da Mangueira, onde foi identificado o foco da doença em aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecida como cisne-coscoroba.
Até o momento, foram registrados 20 cisnes-coscoroba e uma garça moura infectados.
Entre as medidas adotadas estão:
vistorias em campo
monitoramento das aves com embarcações
uso de drones para supervisão da área da lagoa
Amostras são analisadas em laboratório de referência
As amostras coletadas durante o monitoramento são encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), unidade de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), responsável pela confirmação da presença do vírus.
Autoridades orientam notificação imediata de suspeitas
A Seapi orienta que qualquer suspeita da doença seja comunicada imediatamente às autoridades sanitárias.
Entre os principais sinais clínicos observados em aves estão:
sintomas respiratórios
alterações neurológicas
mortalidade súbita e elevada no plantel
A notificação rápida é considerada essencial para permitir a adoção de medidas de controle e evitar a disseminação do vírus.
Referência: GOV RS





















