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Internacional

Avicultura e Exportação: influenza aviária redefine comércio global de frango nos EUA sem colapso dos mercados

Explore os efeitos da influenza aviária e como o comércio de aves nos EUA se mantém forte em tempos de crise sanitária

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Avicultura e Exportação: influenza aviária redefine comércio global de frango nos EUA sem colapso dos mercados

O avanço da influenza aviária altamente patogênica (IAAP) tem provocado mudanças estruturais na forma como os Estados Unidos conduzem o comércio internacional de aves. Apesar dos impactos sanitários e produtivos, o país conseguiu preservar parte significativa de seus mercados de exportação graças a investimentos contínuos em acordos sanitários e sistemas de vigilância.

De acordo com especialistas do setor, o efeito mais relevante da doença não se traduziu em fechamento generalizado de mercados, mas sim em pressões sobre custos de produção e disponibilidade de produtos. A demanda global por proteína animal segue como fator determinante para a continuidade do fluxo comercial, mesmo em um ambiente de risco sanitário elevado.

Em situações em que parceiros comerciais restringem a importação de produtos in natura provenientes de áreas afetadas, alternativas como produtos processados e cozidos permanecem viáveis, contribuindo para a manutenção das exportações.

Zoneamento sanitário amplia resiliência do comércio internacional

Um dos principais pilares da estratégia norte-americana tem sido a ampliação dos acordos de zoneamento sanitário. Diferentemente do cenário observado durante o surto de 2014-2015, quando poucos países adotavam esse modelo, atualmente os Estados Unidos contam com cerca de 150 acordos com mais de 80 mercados.

Esse mecanismo permite que restrições comerciais sejam aplicadas apenas em áreas geográficas específicas afetadas pela doença, evitando bloqueios totais às exportações do país. A evolução é significativa frente ao período anterior, quando a ausência de acordos mais abrangentes levou diversos parceiros a suspenderem completamente as importações, gerando prejuízos expressivos para a avicultura.

A orientação atual é que os parceiros adotem zonas de restrição mais limitadas, como um raio de até 10 quilômetros ao redor do foco ou delimitações por condado. Ainda assim, alguns mercados relevantes continuam adotando restrições em nível estadual, o que amplia o impacto econômico ao afetar regiões não diretamente envolvidas em surtos.

Vacinação divide setor e avança de forma cautelosa

A discussão sobre o uso de vacinas contra a influenza aviária permanece como um dos principais pontos de debate na avicultura norte-americana. Segmentos mais afetados pela doença, como a produção de ovos e de perus, defendem a adoção da vacinação como ferramenta adicional de controle sanitário.

Por outro lado, a indústria de frango de corte manifesta preocupação com possíveis barreiras comerciais associadas à utilização de vacinas, uma vez que alguns países importadores podem impor restrições adicionais a produtos oriundos de sistemas vacinados.

Autoridades sanitárias vêm conduzindo consultas com representantes do setor e veterinários para definir diretrizes sobre o uso futuro de vacinas. Uma proposta inicial foi apresentada em 2025 e revisões continuam em andamento, com foco na manutenção da competitividade internacional.

Redução de casos diminui pressão por decisões imediatas

A evolução mais recente do cenário sanitário também influenciou o ritmo das decisões. A redução nas taxas de infecção em galinhas poedeiras, em comparação com períodos anteriores, contribuiu para aliviar pressões inflacionárias no mercado interno, especialmente no preço dos ovos.

Com menor impacto direto ao consumidor, a urgência política por medidas imediatas, como a liberação ampla da vacinação, foi reduzida. Esse contexto permitiu que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos adotasse uma abordagem mais gradual na definição de políticas sanitárias.

Equilíbrio entre sanidade e comércio segue como desafio

O cenário atual evidencia a necessidade de equilíbrio entre controle sanitário e manutenção do comércio internacional. A experiência recente demonstra que investimentos em infraestrutura de vigilância e acordos sanitários podem mitigar os impactos da influenza aviária sobre as exportações.

Ainda assim, desafios persistem, especialmente diante da necessidade de alinhar estratégias de controle da doença com exigências de mercados importadores. A continuidade da demanda global por proteína de frango tende a sustentar o comércio, mas o ambiente permanece condicionado à evolução dos surtos e às decisões regulatórias nos principais países produtores e consumidores.

Referência: WATTAgnet

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