Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,77 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,82 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,88 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.489,65 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Exportação

Garrote logístico ameaça o agro brasileiro

Combinação de fretes 500% mais caros na Ásia, desvio de navios e guerra no Oriente Médio reduz o espaço para o embarque de safras no Brasil

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Garrote logístico ameaça o agro brasileiro

A logística de exportação do agronegócio brasileiro entrou em uma zona de forte turbulência no início de agosto de 2026. Apenas dez dias após os Estados Unidos anunciarem uma tarifação adicional de 25% sobre produtos brasileiros, os exportadores nacionais enfrentam uma “tempestade perfeita” nos mares: custos elevados, falta de contêineres e rotação desfavorável das frotas internacionais.

Efeito Dominó da “Rota da China”

A rota comercial asiática opera como o principal termômetro da marinha mercantil no mundo. Quando a procura por frete esquenta na Ásia, as companhias de navegação retiram embarcações de regiões secundárias — como a América Latina — para alocá-las nos trajetos mais lucrativos.

 Gargalo do Brasil: Faltam Vagas nos Navios

Para o exportador brasileiro, o principal problema atual não é apenas o preço do frete, mas a impossibilidade de conseguir espaço físico nas embarcações.

Diferente do que se especulava, o gargalo não foi provocado por um “corrida” para antecipar envios aos EUA antes da sobretaxa de 25%, mas sim pelo reordenamento das frotas globais para atender o aquecimento do consumo norte-americano antes da Black Friday e do Natal.

Déficit de Capacidade: Em diversos portos brasileiros, a procura por embarque chega a ser o dobro da oferta física de vagas — com cerca de 10 mil contêineres disputando espaço onde só cabem 5 mil.

A tendência é de que a pressão sobre o frete marítimo continue até novembro. Enquanto persistirem os conflitos no Oriente Médio e a frota mundial for canalizada para suprir os mercados consumidor do Hemisfério Norte, os exportadores brasileiros de commodities operarão sob margens espremidas e intensa disputa por espaço logístico.

Fonte: CNN

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