Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,85 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,77 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,05 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,91 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,83 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,81 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 137,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,51 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.571,18 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.482,72 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 151,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,71 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,92 / cx
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Clima no futuro

Ondas de calor extremo ampliam riscos para a produção agropecuária global, alertam FAO e WMO

Relatório da FAO e WMO destaca que ondas de calor extremo ampliam riscos para a produção agropecuária no mundo todo

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Ondas de calor extremo ampliam riscos para a produção agropecuária global, alertam FAO e WMO

Ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas estão se consolidando como um dos principais fatores de pressão sobre a produção de alimentos no mundo. O alerta consta em relatório conjunto da FAO e da WMO, divulgado em 22 de abril.

Segundo o documento, o calor extremo deixou de ser um evento pontual e passou a atuar como um elemento estrutural que redefine as condições de produção no agronegócio global. A secretária-geral da WMO, Celeste Saulo, destacou que o fenômeno intensifica fragilidades já existentes nos sistemas agrícolas.

No caso das lavouras, o impacto ocorre de forma direta na fisiologia das plantas. A partir de temperaturas próximas ou superiores a 30 °C, há comprometimento das funções celulares, o que reduz a eficiência na distribuição de energia e, consequentemente, a produtividade.

Na pecuária, os efeitos também são expressivos. O relatório indica que episódios de calor extremo podem elevar a mortalidade de bovinos em até 24% em situações críticas. Na produção leiteira, as altas temperaturas já resultam em uma redução estimada de 1% na produção global, além de afetarem a qualidade do leite.

O estudo também chama atenção para os impactos sobre a força de trabalho rural. Em regiões como o sul da Ásia, a África Subsaariana e partes da América Latina, o número de dias por ano com condições inadequadas para o trabalho no campo pode chegar a 250, comprometendo a produtividade e elevando riscos à saúde dos trabalhadores.

Além dos efeitos diretos, há impactos indiretos relevantes, como o aumento do estresse hídrico e a ocorrência de secas repentinas. A redução da umidade nas camadas superficiais do solo agrava o cenário, dificultando o desenvolvimento das culturas. Como exemplo, o relatório cita a seca registrada no Brasil na safra 2023/24, quando temperaturas até 7 °C acima da média contribuíram para perdas de até 20% na produtividade.

Diante desse cenário, o documento reforça que o calor extremo tende a se tornar um fator central no planejamento agrícola, exigindo adaptações em manejo, genética, uso de recursos hídricos e estratégias de mitigação para garantir a resiliência dos sistemas produtivos.

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