Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,29 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,89 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,86 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,59 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,71 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,69 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 133,21 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 148,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,52 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.510,24 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.400,50 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 141,41 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Clima no futuro

Ondas de calor extremo ampliam riscos para a produção agropecuária global, alertam FAO e WMO

Relatório da FAO e WMO destaca que ondas de calor extremo ampliam riscos para a produção agropecuária no mundo todo

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Ondas de calor extremo ampliam riscos para a produção agropecuária global, alertam FAO e WMO

Ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas estão se consolidando como um dos principais fatores de pressão sobre a produção de alimentos no mundo. O alerta consta em relatório conjunto da FAO e da WMO, divulgado em 22 de abril.

Segundo o documento, o calor extremo deixou de ser um evento pontual e passou a atuar como um elemento estrutural que redefine as condições de produção no agronegócio global. A secretária-geral da WMO, Celeste Saulo, destacou que o fenômeno intensifica fragilidades já existentes nos sistemas agrícolas.

No caso das lavouras, o impacto ocorre de forma direta na fisiologia das plantas. A partir de temperaturas próximas ou superiores a 30 °C, há comprometimento das funções celulares, o que reduz a eficiência na distribuição de energia e, consequentemente, a produtividade.

Na pecuária, os efeitos também são expressivos. O relatório indica que episódios de calor extremo podem elevar a mortalidade de bovinos em até 24% em situações críticas. Na produção leiteira, as altas temperaturas já resultam em uma redução estimada de 1% na produção global, além de afetarem a qualidade do leite.

O estudo também chama atenção para os impactos sobre a força de trabalho rural. Em regiões como o sul da Ásia, a África Subsaariana e partes da América Latina, o número de dias por ano com condições inadequadas para o trabalho no campo pode chegar a 250, comprometendo a produtividade e elevando riscos à saúde dos trabalhadores.

Além dos efeitos diretos, há impactos indiretos relevantes, como o aumento do estresse hídrico e a ocorrência de secas repentinas. A redução da umidade nas camadas superficiais do solo agrava o cenário, dificultando o desenvolvimento das culturas. Como exemplo, o relatório cita a seca registrada no Brasil na safra 2023/24, quando temperaturas até 7 °C acima da média contribuíram para perdas de até 20% na produtividade.

Diante desse cenário, o documento reforça que o calor extremo tende a se tornar um fator central no planejamento agrícola, exigindo adaptações em manejo, genética, uso de recursos hídricos e estratégias de mitigação para garantir a resiliência dos sistemas produtivos.

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