Estudo publicado na revista Avicultura Industrial (edição nº 1 de 2026) mostra como variantes do reovírus aviário elevam prejuízos e desafiam o controle da doença no Brasil
Reovírus aviário ganha atenção e desafia o controle na avicultura brasileira

A avicultura brasileira enfrenta um desafio crescente com o avanço dos reovírus aviários (ARVs), tema de destaque em artigo publicado na revista Avicultura Industrial. O conteúdo, assinado por pesquisadores da Embrapa Suínos e Aves, incluindo o autor Luizinho Caron, aponta que as variantes do vírus vêm evoluindo e impactando diretamente a produtividade e a sanidade dos plantéis.
Segundo o texto, os ARVs estão entre os patógenos de maior relevância econômica no setor. Embora muitas cepas não provoquem sintomas, variantes mais agressivas têm causado quadros severos de artrite e tenossinovite em frangos de corte e perus, levando à claudicação, desuniformidade dos lotes e մինչև aumento da mortalidade. Além disso, há indícios de associação com síndromes como má absorção e imunossupressão.
O artigo explica que a transmissão pode ocorrer tanto de forma horizontal — por contato com ambientes contaminados — quanto vertical, de matrizes para a progênie. Outro fator preocupante é a alta resistência do vírus, capaz de permanecer viável por semanas no ambiente, dificultando o controle sanitário nas granjas.
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Pesquisas conduzidas pela Embrapa mostram que a variabilidade genética dos ARVs no Brasil é significativa, com a circulação de diferentes grupos genéticos. Essa diversidade tem comprometido a eficácia das vacinas tradicionais, exigindo novas estratégias de controle, como o desenvolvimento de vacinas autógenas adaptadas às variantes presentes em cada região.
O estudo também destaca a importância da biosseguridade como medida essencial para reduzir a disseminação do vírus. Práticas como controle rigoroso de higiene, manejo adequado e prevenção da contaminação de água e ração são fundamentais para minimizar os impactos da doença.
De acordo com Luizinho, compreender melhor a diversidade dos vírus e investir em diagnóstico e prevenção são passos decisivos para o futuro da avicultura. “A caracterização das cepas circulantes é essencial para definir estratégias mais eficazes de controle”, reforça o pesquisador no artigo.
Apesar dos desafios, os especialistas ressaltam que a combinação entre vacinação e boas práticas de manejo ainda é a principal ferramenta para reduzir perdas econômicas e garantir a sustentabilidade da produção.
Para mais detalhes e acesso completo ao estudo, os leitores podem consultar a revista Avicultura Industrial, edição nº 1 de 2026.























