Sistema de baixa pressão e formação de ciclone provocam temporais, queda de temperatura e risco de geadas em diversas regiões
Frente fria avança e leva chuva intensa ao Centro-Sul do Brasil ao longo da semana

A chuva volta a ganhar força no Centro-Sul do Brasil a partir desta segunda-feira, 8 de junho, impulsionada pela atuação de um cavado em médios níveis da atmosfera, associado à formação de uma área de baixa pressão e a um processo de ciclogênese sobre a Região Sul. O sistema intensifica a nebulosidade e favorece a formação de áreas de instabilidade, inicialmente sobre o Rio Grande do Sul.
Ao longo do dia, as pancadas de chuva se espalham por grande parte do território gaúcho, com intensidade variando de moderada a forte. Há risco de temporais localizados, acompanhados por rajadas de vento e eventual queda de granizo. As instabilidades avançam ainda para o interior e oeste de Santa Catarina e alcançam o sul e sudoeste do Paraná.
Na terça-feira, 9 de junho, a chuva continua avançando pelo Sul do país e ganha força sobre o Paraná, com registro de pancadas em diferentes momentos do dia. Ao mesmo tempo, a formação de novas áreas de instabilidade, associadas a um sistema de baixa pressão no interior do continente, amplia as condições para chuva no sul de Mato Grosso do Sul.
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Na segunda metade da semana, a atuação dessas áreas de baixa pressão, somada à elevada disponibilidade de umidade, mantém o tempo instável em parte do Centro-Sul. Os maiores volumes de chuva devem se concentrar entre Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com possibilidade de temporais localizados.
Instabilidades avançam pelo interior do país
Os temporais começam concentrados no Rio Grande do Sul, com atenção para cidades como Porto Alegre, Santa Maria, Pelotas e Uruguaiana, além de regiões das Missões e da Campanha Gaúcha, onde há risco de chuva forte e granizo isolado. Ainda na segunda-feira, as instabilidades avançam para o oeste e interior de Santa Catarina, atingindo áreas como Chapecó, Concórdia, Xanxerê e Lages.
Na terça-feira, a chuva se espalha por áreas mais amplas do Paraná, especialmente entre o oeste, sudoeste e sul do estado. Municípios como Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava e Pato Branco podem registrar pancadas ao longo do dia.
Entre terça e quarta-feira, o avanço das instabilidades alcança o sul de Mato Grosso do Sul, favorecido pelo transporte de calor e umidade. Há previsão de chuva moderada a forte em cidades como Ponta Porã, Dourados, Naviraí e Mundo Novo. O sistema também provoca o retorno das chuvas em áreas do sul e sudoeste de Mato Grosso, com previsão de atingir Cuiabá entre quarta-feira, 10, e quinta-feira, 11 de junho.
No Sudeste, a instabilidade ganha força no interior de São Paulo, no sul de Minas Gerais e no estado do Rio de Janeiro. Há potencial para pancadas fortes e temporais isolados em cidades como Presidente Prudente, Marília, Bauru, Campinas e Sorocaba. Em Minas Gerais, entram em alerta municípios como Uberaba, Uberlândia, Poços de Caldas e Belo Horizonte, além da capital fluminense, Petrópolis e cidades da Região Serrana.
No fim da semana, há previsão de chuva também para Goiás e o Distrito Federal, condição considerada atípica para o período seco característico desta época do ano.
Além da chuva, a entrada de uma massa de ar frio na retaguarda do sistema deve provocar queda nas temperaturas no Sul e Sudeste. Há possibilidade de formação de geadas pontuais em áreas de maior altitude da Serra Gaúcha, Serra Catarinense, sul do Paraná, além de pontos elevados do interior paulista e da Serra da Mantiqueira. O risco é maior em baixadas e regiões serranas, onde as temperaturas podem se aproximar ou ficar abaixo de 4°C nas primeiras horas da manhã.
Outro destaque é o aumento das rajadas de vento no litoral do Sul e do Sudeste no final da semana, com o desenvolvimento de um novo ciclone associado ao sistema de baixa pressão. A intensificação dos ventos deve ser sentida principalmente nas áreas costeiras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.
No litoral gaúcho, o mar deve permanecer agitado, com possibilidade de ressaca e ondas entre 2 e 3 metros de altura, exigindo atenção para atividades portuárias, navegação, pesca e deslocamentos em áreas litorâneas.
Fonte: Climatempo























