De acordo com a ApexBrasil a abertura de mercado para a proteína bovina depende da conclusão de protocolos técnicos; café, frutas e biocombustíveis também estão na pauta bilateral
Coreia do Sul é alvo estratégico para a carne brasileira, mas exige acordo sanitário

A obtenção da certificação sanitária é a etapa decisiva para que a carne bovina brasileira passe a ser comercializada na Coreia do Sul. A avaliação foi destacada por Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), durante evento realizado nesta terça-feira (28).
Embora o país asiático seja considerado um parceiro comercial altamente estratégico para o agronegócio brasileiro, o efetivo ingresso do produto no mercado coreano ainda depende do alinhamento de protocolos técnicos entre os governos de Brasília e Seul.
“A Coreia importa carne bovina e é nesse segmento que vamos passar a atuar. É preciso concluir toda a etapa de certificação, mas esse mercado vai se abrir”, diz Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil.
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Segurança alimentar e oportunidade para o Brasil
A busca da Coreia do Sul por novos fornecedores de alimentos é impulsionada por desafios internos relacionados à inflação dos alimentos e à necessidade de garantir a segurança alimentar de sua população.
Nesse cenário, o Brasil se projeta como um parceiro de alta relevância devido a:
Escala de produção: Capacidade contínua de abastecimento em grandes volumes;
Competitividade: Custos operacionais eficientes do agro brasileiro;
Confiabilidade: Tradição no atendimento a exigências sanitárias globais.
Diversificação: Frutas, café e energia limpa
As negociações bilaterais não se limitam à pecuária de corte. Segundo a liderança da ApexBrasil, o país trabalha em paralelo para ampliar a presença de outros produtos de alto valor agregado no mercado sul-coreano:
Fruticultura e Café: Abertura de espaço para frutas frescas e consolidação do café brasileiro no consumo coreano;
Transição Energética: Como a Coreia do Sul é altamente dependente da importação de energia, a matriz renovável brasileira abre portas para negócios no setor de biocombustíveis.
Próximos passos
De acordo com a ApexBrasil, o papel da agência é criar pontes entre empresas e identificar a complementaridade entre as duas economias. Contudo, prazos formais e cronogramas para o encerramento das tratativas continuam sob análise das equipes técnicas dos dois países.
Fonte: CNN























