Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,62 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,26 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,94 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,62 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,70 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 145,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.532,17 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,84 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Mercado

Suíno vivo em SP cai ao 3º menor valor da série histórica do Cepea 

Preço em julho acumula recuo de 43% desde dezembro; setor debate sanidade e rastreabilidade no SIAVS enquanto Plano Safra 2026/2027 redesenha custos de financiamento

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Suíno vivo em SP cai ao 3º menor valor da série histórica do Cepea 

O preço do suíno vivo em São Paulo atingiu em julho o terceiro menor valor da série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), acumulando queda de 43% desde dezembro de 2025. Segundo o Cepea, o recuo é atribuído à retração da demanda doméstica, que não acompanha o ritmo de oferta na principal praça consumidora do país.

O movimento se soma a um diagnóstico mais amplo da análise divulgada pelo Canal Rural sobre o desempenho das cadeias proteicas em 2026. A leitura aponta a suinocultura sob pressão de excesso de oferta e consumo interno fraco, em contraste com a avicultura, em expansão sustentada por exportações, e com a bovinocultura, que busca novos mercados para se reposicionar. A desagregação por cadeia sugere que o ajuste de margem tende a se concentrar no elo produtor da suinocultura ao longo do segundo semestre, com potencial de acelerar movimentos de consolidação.

O quadro chega ao setor no momento em que o SIAVS se instala em São Paulo com debates sobre sanidade e rastreabilidade conduzidos pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com foco em Peste Suína Clássica (PSC), mercado e mitigação dos ataques de javalis. A discussão ganha peso adicional após a notificação, pelas autoridades finlandesas, de novos achados de javalis mortos por Peste Suína Africana (ASF) na zona de contenção do país — sinal de persistência da doença em populações selvagens europeias e alerta para o monitoramento sanitário brasileiro.

No plano financeiro, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) publicou a portaria que regulamenta a equalização de juros do Plano Safra 2026/2027. A medida interfere diretamente nos custos de financiamento de ração, alojamento e integração — variáveis-chave para a rentabilidade da suinocultura em ciclo de preços deprimidos. A combinação de piso de preço, agenda sanitária adensada e nova estrutura de crédito define o pano de fundo para o comportamento do produtor no segundo semestre.

Da Redação

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