Diferença de quase 18 milhões de toneladas entre USDA e Pro Farmer eleva a volatilidade na Bolsa de Chicago e no mercado brasileiro
Grãos
Incertezas na safra de milho dos EUA e Argentina ditam preços
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O mercado internacional e doméstico de milho opera sob forte volatilidade. A incerteza ganha força após o contrato spot na Bolsa de Chicago encerrar a última semana com alta de 5,23%, acompanhado pela valorização na B3 e no mercado físico do Centro-Oeste. As divergências sobre o volume final da safra norte-americana e o apetite de exportação da Argentina despontam como os principais vetores das cotações.
Desempenho Recente das Cotações
| Mercado / Referência | Cotação / Fechamento | Variação Semanal |
| Bolsa de Chicago (CBOT – Spot) | Contrato Futuro | +5,23% |
| B3 (Brasil – Referência) | R$ 71,30 / saca | +1,57% |
| Mercado Físico (Norte de MT) | R$ 44,91 / saca | Sustentado |
Vetores de Mercado (Análise Grainsights / Grão Direto)
- Divergência nas estimativas: A diferença de 700 milhões de bushels (cerca de 17,8 milhões de toneladas) entre a projeção recorde do USDA e os dados de campo mais conservadores do circuito Pro Farmer mantém os investidores atentos aos primeiros resultados de colheita.
- Riscos climáticos e maturação: Tempestades no leste do Meio-Oeste americano ameaçam o enchimento de grãos e elevam o risco de acamamento e doenças. O calor persistente também pode acelerar a secagem e gerar grãos mais leves.
- Competição com a Argentina: Com estoques confortáveis, os produtores argentinos mantêm preços agressivos nas exportações, pressionando os prêmios do milho brasileiro nos portos nacionais.
- Tensão no Mar Negro: Ataques à infraestrutura portuária na Ucrânia podem redirecionar compradores internacionais para o Brasil e os EUA.
- Cenário macroeconômico: Sinais de desaceleração no emprego nos EUA aumentam as apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve, o que tende a enfraquecer o dólar e dar suporte às commodities.
“Com o mercado dividido entre uma safra cheia e os riscos de clima irregular, momentos de forte alta em Chicago devem ser aproveitados para travar pequenas parcelas da produção futura, garantindo margem e fluxo de caixa sem comprometer a participação em eventuais novas altas.”
Fonte: Canal Rural























