Dados oficiais do Eurostat apontam estabilização na oferta de carne suína na Europa, impulsionada por ganhos de produtividade na Dinamarca e recuperação de matrizes na Espanha
Internacional
Rebanho suíno da União Europeia recua em 2025, mas matrizes sobem
Compartilhar essa notícia

O rebanho total de suínos da União Europeia (UE) encerrou o ano de 2025 com uma ligeira retratação de 0,5% em relação ao ano anterior, totalizando 131,5 milhões de cabeças, segundo dados oficiais do Eurostat analisados pelo AHDB (Agriculture and Horticulture Development Board). O resultado mantém a tendência de queda do setor no continente, que acumula uma redução de 10% no plantel desde 2020.
A retração foi puxada principalmente pela queda de 3% no rebanho da Espanha (menos 919,6 mil cabeças) e de 7% na Holanda. Em contrapartida, países como Alemanha, Dinamarca e Polônia registraram expansão no número de animais.
Panorama do Rebanho por País (2024–2025)
| País | Rebanho Total (2025) | Variação Anual | Participação na UE |
| Espanha | 33,6 milhões | -3,0% | 26% |
| Alemanha | 21,5 milhões | +1,0% | 16% |
| Dinamarca | 12,3 milhões | +6,0% | 9% |
| França | ~11,8 milhões | Estável | 9% |
| Holanda | 9,5 milhões | -7,0% | 7% |
| Polônia | 9,2 milhões | +2,0% | 7% |
Destaques de Matrizes, Leitões e Terminação
- Recuperação de matrizes: O plantel reprodutor da UE cresceu 0,8%, atingindo 10,3 milhões de porcas matrizes. O avanço foi impulsionado pela Espanha (+3%, para 2,7 milhões), enquanto a Holanda encolheu 2% (786 mil cabeças) devido a programas governamentais de recompra e desativação de granjas.
- Salto na produção de leitões: O número de leitões com menos de 20 kg subiu 6,1%, atingindo 42,4 milhões de cabeças — o maior nível da última década. A Dinamarca liderou esse movimento com uma alta expressiva de 55% (6,6 milhões de cabeças), refletindo eficiência reprodutiva e recorde na exportação de animais vivos (18,5 milhões de cabeças em 2025).
- Pesados em terminação: A categoria de suínos de terminação com 110 kg ou mais cresceu 7,6%, somando 10,5 milhões de cabeças. Essa classe agora representa 19,5% de todo o rebanho de engorda acima de 50 kg no bloco.
Perspectivas e Riscos para o Mercado
Para 2026, a estimativa do AHDB é de um crescimento modesto de apenas 0,3% na produção europeia de carne suína, sinalizando o fim da fase de arrocho severo na oferta. Contudo, o setor segue atento aos riscos de revisões regulatórias ambientais na Dinamarca e ao avanço da Peste Suína Africana (PSA), que registrou os primeiros casos em javalis na Finlândia e novos focos em granjas comerciais da Hungria.
A crescente concentração da capacidade reprodutiva da União Europeia na Espanha e na Dinamarca deve moldar a origem dos futuros suprimentos de leitões e carne suína no bloco. Contudo, a Peste Suína Africana e possíveis mudanças regulatórias na Dinamarca continuam sendo os principais fatores de risco para a oferta e o comércio europeu.
Fonte: Pig World
Assuntos Relacionados























