Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 65,64 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 152,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 158,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,81 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,80 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,98 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,90 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 130,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 139,79 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,35 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 133,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,22 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.569,82 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.482,17 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,79 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 133,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,67 / cx
Agronegócio

Paraná projeta 22,64 milhões de toneladas de soja e redesenha o custo da proteína em 2026/27

Primeira estimativa oficial da safra paranaense, somada à reorganização do comércio global de carnes, antecipa um ciclo de ajuste estrutural para grãos e proteína animal

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Paraná projeta 22,64 milhões de toneladas de soja e redesenha o custo da proteína em 2026/27

O Paraná projeta colher 22,64 milhões de toneladas de soja e 4,1 milhões de toneladas de milho de verão na safra 2026/27, na primeira estimativa oficial do estado, divulgada pelo Departamento de Economia Rural (Deral). Os números importam muito além das fronteiras paranaenses: o estado é um dos principais polos de produção de grãos e, ao mesmo tempo, o maior produtor de frango e um dos maiores de suínos do país. A projeção de safra define, com meses de antecedência, a trajetória esperada do custo de ração — o principal componente de custo da proteína animal — e, com isso, a margem de aves e suínos no próximo ciclo.

A leitura de médio prazo é que o setor entra em uma fase de recomposição simultânea de oferta e de mercados. No comércio global de carne suína, análise da Pig World aponta uma nova fase com menor influência da China, o que tende a redirecionar fluxos e pode abrir espaço para exportadores como o Brasil. Ao mesmo tempo, a peste suína africana avança em javalis na Toscana, na Itália, segundo a Pig Progress — sem implicação direta para o rebanho brasileiro, mas mantendo o fator sanitário como elemento permanente de reorganização dos fluxos mundiais de proteína. Somam-se a isso o fim da cota chinesa para a carne bovina, que devolve ao mercado interno papel central no escoamento, e a ampliação da cota dos Estados Unidos, que cria um novo vetor para as exportações.

O cenário de tendência, portanto, é de uma cadeia que se ajusta em três frentes ao mesmo tempo: custo de produção (definido pela safra de grãos que começa a ser plantada), destino das exportações (em reconfiguração geopolítica) e risco sanitário (da gripe aviária à PSA, passando pela pendência da auditoria europeia sobre o frango brasileiro). Para o produtor e para o executivo do setor, a variável-chave dos próximos meses será o cruzamento entre o tamanho efetivo da safra 2026/27 e o apetite dos destinos alternativos à China.

Vale registrar ainda dois sinais setoriais do dia: a Embrapa confirmou o primeiro registro de tripes-praga da soja no Acre, alerta que orienta o monitoramento fitossanitário na fronteira oeste da expansão agrícola; e a Conab abriu prazo para o envio de documentos e solicitação do auxílio destinado ao setor canavieiro, medida de política setorial que merece acompanhamento dos produtores elegíveis.

Da Redação

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