Preço do milho salta na Bolsa de Chicago impulsionado por atrasos na colheita americana e fortes inspeções. Soja e trigo acompanham alta com foco em Pequim e Mar Negro
Grãos
Milho sobe quase 3% em Chicago com chuvas nos EUA e cúpula Trump-Xi
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Os contratos futuros do milho registraram forte valorização na Bolsa de Chicago (CBOT), sustentados pelo ritmo mais lento da colheita nos Estados Unidos e pelo aumento do volume inspecionado para embarques externos. O contrato com vencimento para dezembro subiu 2,94%, encerrando o pregão cotado a US$ 5,43 por bushel. O apetite comprador também atingiu os mercados de soja e trigo, impulsionados por fatores geopolíticos e expectativas de novos acordos comerciais.
Fechamento dos Grãos na Bolsa de Chicago (CBOT)
| Commodity / Contrato | Cotação Final | Variação Diária | Principais Vetores de Mercado |
| Milho (Dezembro/26) | US$ 5,43 / bushel | +2,94% | Chuvas no cinturão agrícola dos EUA, forte inspeção semanal e cúpula EUA-China |
| Soja (Novembro/26) | US$ 13,28 / bushel | +1,88% | Reunião agendada entre Trump e Xi Jinping e disparada nas cotações do farelo |
| Trigo (Dezembro/26) | US$ 7,26 / bushel | +1,75% | Escalada Militar na bacia do Mar Negro e altas registradas na bolsa europeia Euronext |
Destaques do Mercado de Commodities
- Gargalos climáticos e logísticos no milho: Chuvas volumosas no meio-oeste norte-americano atrasaram os trabalhos de campo no cinturão produtor. O excesso de umidade do solo gera preocupações sobre o rendimento final das lavouras e dificulta o transporte escoador da safra.
- Reunião de alto nível em Washington e Pequim: O mercado opera sob a expectativa do encontro presencial agendado entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping. Investidores especulam o anúncio de novas compras chinesas de produtos agrícolas norte-americanos e a eventual redução da tarifa de 10% sobre matérias-primas importadas dos EUA.
- Aquecimento na demanda por farelo de soja: A menor oferta global de trigo ampliou o uso do farelo de soja em formulações de ração animal. O contrato de dezembro do derivado avançou US$ 10,03, fechando cotado a US$ 405,32 por tonelada.
- Tensão geopolítica renovada no Mar Negro: O trigo quebrou uma sequência de três semanas de queda com a intensificação dos conflitos entre Rússia e Ucrânia. O anúncio de ataques ucranianos contra infraestruturas petrolíferas e logísticas na região de Moscou acendeu o alerta sobre o fluxo de embarques pelo canal do Mar Negro.
De acordo com dados da consultoria Agrinvest, as inspeções de milho para exportação nos Estados Unidos somaram 1,94 milhão de toneladas na última semana, superando com folga o volume de 1,55 milhão de toneladas registrado no período anterior.
Segundo a Granar, a alta no milho interrompeu uma sequência de três sessões consecutivas de perdas no pregão norte-americano, encontrando suporte adicional em relatos do campo que indicam rendimentos abaixo do projetado em pontos isolados do cinturão de grãos.
Para analistas do mercado de óleo elétrico e proteico, a valorização da soja refletiu o otimismo renovado entre os operadores diante de um possível alívio nas disputas tarifárias entre as duas maiores economias do mundo.
De acordo com avaliações do setor cerealista, a escalada nas hostilidades na Europa Oriental mantém um prêmio de risco elevado para os grãos, uma vez que eventuais bloqueios na infraestrutura portuária do Mar Negro comprometem o abastecimento global de trigo e fertilizantes.
Fonte: da Redação, com informações da CNN
























