Medida emergencial visa conter a circulação do vírus entre populações de javalis após a confirmação de novas carcaças infectadas; até o momento, nenhuma granja comercial registrou focos da doença
Internacional
Finlândia amplia zona de controle da PSA na fronteira com a Rússia
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As autoridades sanitárias da Finlândia decidiram expandir a zona central de controle sanitário ao longo da fronteira com a Rússia em uma tentativa de conter o avanço da Peste Suína Africana (PSA) entre os javalis que habitam a região. Segundo a Autoridade Alimentar Finlandesa (Ruokavirasto), a medida foi adotada após a identificação de novas carcaças de animais selvagens infectados pelo vírus.
Com o novo raio de restrição, além das áreas fronteiriças dos municípios de Virolahti e Miehikkälä, uma parcela maior do município de Lappeenranta passa a integrar a zona de contenção direta. A nova faixa de segurança abrange agora um perímetro de cerca de 30 km de extensão ao longo da divisa russa por aproximadamente 5 km de largura.
Mapeamento dos Focos e Situação Sanitária
- Balanço total de casos: Até o momento, foram contabilizados 44 javalis infectados pelo vírus da PSA na Finlândia.
- Detalhamento por município:
- Virolahti: 36 javalis confirmados.
- Lappeenranta: 5 javalis infectados (localizados nas proximidades do vilarejo de Hujakkala).
- Miehikkälä: 2 javalis confirmados na região intermediária.
- Ocorrência isolada a oeste: No final de agosto, um caso adicional foi registrado no município de Pyhtää, mais a oeste. As autoridades consideram este um evento isolado, sem necessidade de expansão da zona restrita naquela direção.
- Segurança na suinocultura comercial: Apesar da circulação viral na fauna selvagem, nenhuma propriedade agrícola ou granja de suínos reportou contaminação até a presente data.
Origem do Vírus e Incerteza Epidemiológica na Fronteira
Como os casos estão concentrados na faixa de divisa com o território russo, a principal hipótese das autoridades locais é que o vírus tenha ingressado na Finlândia a partir do país vizinho.
No entanto, o cenário epidemiológico do lado russo permanece incerto. Os relatórios oficiais mais recentes enviados pela Rússia à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) datam de 31 de janeiro de 2025, e referiam-se a surtos ocorridos em regiões situadas a milhares de quilômetros da fronteira finlandesa.
Fonte: Da Redação, com informações da Pig Progress
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