Recuo nas cotações internacionais e intervenção da Conab no mercado doméstico reduzem a pressão sobre as margens de avicultores e suinocultores
Queda do milho em Chicago e frete menor aliviam custo da nutrição animal

As cotações do milho registraram uma queda superior a 4% na Bolsa de Chicago nesta semana, fortemente pressionadas pelo avanço acelerado da colheita nos Estados Unidos. O movimento reflete a consolidação da expectativa de uma ampla oferta global do cereal na safra atual, o que atua como um limitador para altas expressivas. Para o mercado interno brasileiro, este cenário externo desenha uma perspectiva de alívio direto nos custos de nutrição animal, beneficiando principalmente as margens operacionais das agroindústrias focadas na produção de aves e suínos no curto prazo.
Para garantir que a disponibilidade do grão chegue efetivamente à base produtiva, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) adquiriu mais de 190 mil toneladas de milho no mercado doméstico. O volume expressivo será direcionado à recomposição estratégica dos estoques do Programa de Venda em Balcão. A medida oficial do governo visa garantir o abastecimento contínuo e mitigar a volatilidade dos custos de insumos para pequenos criadores, que possuem menor capacidade de negociação e armazenagem. A intervenção estatal ocorre em um momento complexo para a logística: segundo relatório da própria Conab, os custos de frete agrícola apresentaram recuo recente nas principais praças produtoras de grãos, mas ainda mantêm uma clara tendência de alta no comparativo anual, o que continua pressionando a formação de preço na porta da granja.
Além da variável preço, a segurança e a qualidade dos insumos nutricionais seguem no centro das atenções do setor produtivo e das autoridades. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) identificou e interditou uma fábrica irregular de ração animal no estado de Santa Catarina. A ação de fiscalização rigorosa visa garantir a segurança sanitária nas cadeias produtivas de proteína animal, evitando contaminações que poderiam comprometer o status sanitário do país e gerar embargos comerciais.
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A redução dos custos de nutrição, aliada à manutenção do rigor sanitário na produção de rações, é um fator fundamental para sustentar a competitividade e a expansão de setores emergentes. Este equilíbrio é especialmente crítico em 2026, ano em que a produção brasileira de peixes possui projeção de crescimento de 7,1% e a produção nacional de camarão atinge volumes recordes. O avanço acelerado da aquicultura amplia significativamente a demanda interna por rações balanceadas, tornando a estabilidade dos preços do milho e do frete rodoviário determinantes para a rentabilidade dos produtores até o encerramento do ano.
Da Redação
























