Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 65,59 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,98 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,15 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,99 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,89 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 143,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 152,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 159,48 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,32 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 145,00 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,39 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,41 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.561,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.472,69 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 157,24 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,70 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 144,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,91 / cx
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Grãos

Soja opera em queda no Brasil com pressão do dólar, mas recorde de exportações limita perdas

Valorização do Real frente à moeda americana reduz competitividade frente ao grão dos EUA; volumes recordes de embarques em setembro contêm baixas expressivas

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Soja opera em queda no Brasil com pressão do dólar, mas recorde de exportações limita perdas
O mercado brasileiro de soja iniciou meados de outubro sob o impacto da oscilação cambial. A valorização do Real em relação ao dólar pressionou as cotações internas da oleaginosa, diminuindo a atratividade do produto nacional no comparativo com a safra dos Estados Unidos. Apesar desse vetor negativo, o ambiente de baixas foi contido pelo desempenho histórico do comércio exterior, com embarques recordes de grão e farelo registrados em setembro.
Análise do mercado (13/10): Câmbio e ritmo de embarques
O fato do período: O fortalecimento da moeda nacional gerou recuos nas cotações domésticas de balcão e nos portos, mas a demanda externa aquecida no acumulado do ano evitou desvalorizações mais acentuadas no mercado físico.
  • Pressão cambial: A queda do dólar reduz a paridade de exportação em moeda local, tornando a soja brasileira menos competitiva em relação à produção norte-americana na disputa pelo mercado global.
  • Recorde em grão: Segundo a Secex, o Brasil exportou 7,36 milhões de toneladas de soja em grão em setembro — um recorde histórico para o mês, apesar do recuo sazonal de 25% frente a agosto.
  • Avanço no farelo: Os embarques de farelo de soja também atingiram máxima histórica para o mês de setembro, registrando altas de 10% em relação a agosto de 2026 e de 18,5% em comparação a setembro de 2025.
Comparativo direto: A evolução do mercado de soja (Início de Outubro vs. Relatório de 13/10)
Frente de AnálisePeríodo Anterior (Relatório de 01/10)Posição Atual (Relatório de 13/10) — Destaque
Tendência de PreçosRecuperação firme (+27,5% em 7 meses; Saca a R$ 161,12)Acomodação em queda no mercado interno
Vetor CambialDólar valorizado elevando prêmios de riscoReal fortalecido reduzindo competitividade exportadora
Desempenho ExternoApetite chinês aquecido no mercado internacionalExportações recordes de grão e farelo em setembro contêm baixas
Comportamento do ProdutorResistência e cautela na fixação de novos lotesFoco nas operações de plantio da safra 2026/2027
Apesar do recuo pontual provocado pelo câmbio, os fundamentos da soja seguem amparados pela forte liquidez do setor exportador. Com o avanço do plantio do novo ciclo em todo o país, os produtores permanecem atentos à oscilação das moedas e às condições climáticas globais para definir o momento adequado de travamento de margens.
Da Redação, com informações do Cepea
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