Lista elaborada pela Universidade de Stanford e publicada pela Elsevier avalia o impacto das publicações em 174 áreas do conhecimento
Embrapa tem 24 cientistas entre os de maior impacto no mundo

Vinte e quatro pesquisadores de 13 unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estão entre os cientistas de maior impacto do mundo. O levantamento foi feito por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e publicado pela editora Elsevier em 7 de outubro. Na edição anterior, de 2025, a Embrapa teve 25 nomes. Neste ano, dois pesquisadores aparecem pela primeira vez.
O ranking usa a base de dados Scopus e considera citações, índice h e um indicador composto que valoriza o impacto das publicações, e não a quantidade. Entram na lista os 100 mil cientistas com melhor pontuação ou os 2% mais bem colocados em cada uma das 174 subáreas avaliadas. O estudo analisa tanto a carreira inteira quanto o desempenho em um único ano, 2025.
Destaque na produção animal
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O médico-veterinário João Henrique Moreira Viana, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, está entre os mais citados de 2025. Ele pesquisa fisiologia e biotecnologia da reprodução de bovinos, com foco em produção de embriões e diagnóstico por imagem, e integra a direção da Sociedade Internacional de Tecnologia de Embriões (IETS).
Também aparecem pesquisas com aplicação na pecuária. Jayme Barbedo, da Embrapa Agricultura Digital, desenvolve soluções de inteligência artificial e processamento de imagens, incluindo a contagem de bovinos no pasto com imagens de drones. Dario Grattapaglia, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, responsável pelo sequenciamento do genoma do eucalipto, aplica tecnologias genômicas à conservação de recursos genéticos de plantas e animais.
Outros nomes
Entre os mais citados tanto na carreira quanto em 2025 estão:
- Mariangela Hungria (Embrapa Soja): referência mundial em fixação biológica de nitrogênio.
- Luiz Henrique Mattoso, Caue Ribeiro e Henriette Azeredo (Embrapa Instrumentação): pesquisadores de nanotecnologia e materiais.
- Antônio Panizzi (Embrapa Trigo): dedicado há 49 anos ao manejo integrado de pragas.
A lista também homenageia nomes que já morreram, como Johanna Döbereiner, pioneira da fixação biológica de nitrogênio, e Flávio Moscardi, que desenvolveu o baculovírus para o controle da lagarta-da-soja.
Segundo a Embrapa, a presença constante de seus cientistas no ranking mostra a relevância internacional da pesquisa agropecuária brasileira em temas como mudanças climáticas, segurança alimentar e transição energética.
Da Redação, com informações da Embrapa
























