Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,29 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,89 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,86 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,59 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,71 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,69 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 133,21 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 148,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,52 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.510,24 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.400,50 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 141,41 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Infraestrutura logística irá avançar no país? Por uma economia sustentável e inovadora

Está no ar a edição 299 da Revista Suinocultura Industrial

Infraestrutura logística irá avançar no país? Por uma economia sustentável e inovadora

Os processos industriais estão em plena transformação, no qual o foco central tem sido a inovação – disruptiva ou não – e a busca por modelos sustentáveis de produção. O contexto integra a atual agenda internacional, onde ganha espaço aspectos ligados às chamadas economia circular e bioeconomia. Aos olhos do mundo parece muito clara a possibilidade de o Brasil liderar esta mudança econômica em alguns anos, se tornando uma importante referência neste contexto.

O país dispõe dos fatores principais para o desenvolvimento desta nova economia. O território brasileiro possui vasta biodiversidade, alta capacidade produtora de biomassa e infraestrutura industrial instalada, com forte base na área de Pesquisa & Desenvolvimento. Há conhecimento e massa crítica tanto na academia quanto no setor privado capaz de desenvolver inovações, expandir mercado e criar soluções de alta eficiência sustentável.

É, provavelmente, um dos poucos países do mundo a ter em suas mãos todos os componentes necessários para avançar significativamente em bioeconomia. A Europa, por exemplo, não dispõe de grandes volumes de biomassa. O que, claro, não impediria que no futuro este cenário de potenciais países bioeconômicos não se transforme, principalmente se pensarmos em desenvolvimento de novas tecnologias e/ou descobertas de novos materiais.

Hoje, no entanto, o futuro se mostra favorável ao Brasil nesta área. Ocorre, que parece não haver políticas públicas suficientes para o país avançar no ritmo que precisa nesta área. O tema ainda não parece ser visto como estratégico. O que é um grande erro. Há boas iniciativas no setor privado, muito mais atento ao tema e seus desdobramentos futuros. Mas, sem uma política de Estado, avançamos muito devagar e não ocuparemos um papel de protagonista neste processo em curso no cenário internacional, e para o qual temos uma vocação natural.

O país precisa compreender urgentemente este processo, tomando suas rédeas e mirar onde quer estar em 20-30 anos. Não pode seguir o ritmo da maré, se deixando levar. O Brasil tem condições produtivas, biodiversidade e setores capacitados para desenvolver sua capacidade plena, sendo uma potência bioeconômica. Só que é preciso olhar estrategicamente para o futuro, ou novamente ficaremos pela rabeira da história.

 

Humberto Luis Marques
Editor Suinocultura Industrial

 

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