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Fonte solar será mais competitiva em um cenário pós-pandemia, avalia MTEC

Para a empresa, consumidor verá na geração solar distribuída uma alternativa para obter maior autonomia

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Fonte solar será mais competitiva em um cenário pós-pandemia, avalia MTEC

A perspectiva de aumento no valor da tarifa de energia elétrica e de uma variação cambial mais controlada tende a melhorar a competitividade da fonte solar em um cenário pós-pandemia, avalia o diretor comercial da MTEC Energia, Daniel Luiz Sebben. “A Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica] aprovou um plano de socorro às distribuidoras. Esse tipo de ajuda normalmente sai do bolso do consumidor e se reflete no próximo ciclo tarifário. Com um cenário de câmbio normalizado, com o dólar mais próximo a R$ 5, a competitividade da fonte solar só vai aumentar.”

O executivo se refere a autorização da Aneel para que a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) faça o repasse para distribuidoras e consumidores livres de cerca de R$ 207 milhões referentes ao fundo de reserva para alívio futuro de encargos. De acordo com a reguladora, a ação visa reforçar a liquidez do setor elétrico em meio ao cenário de pandemia de coronavírus.

Sebben entende que o consumidor verá na geração solar distribuída uma alternativa para obter maior autonomia. “É uma forma de não ficar refém da distribuidora e dar maior protagonismo ao cliente. Vejo a competitividade da fonte crescendo e a mais pessoas mais interessadas, se informando mais.”

O executivo conta que o atual cenário de restrições gerou maior impacto nas atividades de microgeração. “Esse mercado, de instalações em telhados para indústria e comércio, parou bastante. Boa parte de nossos contratos com a administração pública eram de instalações em instituições educacionais, que foram as primeiras impactadas pelos fechamentos.” 

“Houve um fator positivo no Distrito Federal, em que o governo classificou a construção civil como serviço essencial. Os contratos que já estavam em execução não precisaram ser paralisados. Mas, de forma geral, o mercado está mais devagar que o ideal.”

Ele acredita que o cenário atual está impactando o consumo no curto prazo e que a retomada será gradual. “O mercado passa por um momento difícil do ponto vista econômico, a situação cambial é muito impactante. Essa situação temporária para o consumo. Não acredito que, quando isso for superado, o consumo vai passar por um boom. O natural é que as pessoas aguardem um pouco antes de investir.”

“A recuperação vai ser gradual. Medidas importantes, como linhas de financiamento e taxa de juros mais baixas, demoram para chegar ao empresário na ponta. Acredito que, quando a pandemia for superada, o ânimo do mercado vai melhorar, mas ainda com cautela.”

Sebben também considera que o mercado passará por maior qualificação após o período de crise. “Entendo que, principalmente entre empresas pequenas, vai sobreviver e voltar a crescer no ano que vem quem tiver boa estrutura. Aquelas que só entregam preço e não tem tanta preocupação com a qualidade vão perder a competitividade. O cliente vai ficar mais seletivo.”

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