O crescimento ocorreu mesmo com a decisão da Arábia Saudita, em janeiro, de barrar a entrada de carne oriunda de 5 frigoríficos brasileiros 15%
Mesmo com suspensão de frigoríficos exportação de frango para os árabes cresceu 15%

A pauta de exportações de proteína animal, especialmente a de frango, cresceu no primeiro trimestre de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado. A informação é da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, que confirma um aumento de 15% entre janeiro e março, quando foram negociados US$ 3,2 bilhões. O crescimento ocorreu mesmo com a decisão da Arábia Saudita, em janeiro, de barrar a entrada de carne oriunda de 5 frigoríficos brasileiros alegando “critérios técnicos” para a suspensão das importações.
Em meio à tensão diplomática envolvendo a política de aproximação do presidente Jair Bolsonaro com Israel, que tem gerado desconforto entre as nações árabes, as exportações de proteína animal e de outros produtos ainda tem espaço para crescer, segundo o secretário geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Tamer Mansour. Mas para isso, o Brasil precisa incrementar a habilidade diplomática para conseguir fazer um upgrade na pauta de exportação, passando de grãos, carne, açúcar e minério de ferro para produtos de maior valor agregado.
“O Brasil está se tornando uma potência em produtos halal [que estão de acordo com as jurisprudências islâmicas, sendo permitido o consumo pela comunidade muçulmana]. O país é hoje o maior exportador de proteína halal do mundo, mas existe um potencial grande de exportar outros produtos. Estamos falando de cosméticos e farmacêuticos, por exemplo, mas o Brasil precisa se adaptar ainda mais para ter esse avanço”, diz Mansour.
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Em 2017, a balança comercial com as 22 nações da Liga Árabe foi recorde, apresentando um superávit de R$ 7 bilhões (US$ 13,5 bilhões em exportações e US$ 6,5 bilhões em importações), segundo levantamento da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. Quase US$ 4 bilhões, um terço da receita de exportações, foram de carne de frango ou bovina. Em contrapartida, compramos dos árabes, basicamente, combustíveis, fertilizantes e produtos químicos, que somam 90% da pauta de importação.”





















