Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,56 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,32 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 131,18 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,00 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,77 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 178,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 188,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 200,90 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 210,75 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 194,93 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,06 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,10 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.207,77 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.085,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 201,03 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 178,26 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 164,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 172,94 / cx
Nanopartículas

Ovo pode durar mais na prateleira com uso da nanotecnologia

Saiba que a aplicação da nanotecnologia pode possibilitar a qualidade necessária do produto, a partir da elaboração de revestimentos protetores feitos de nanopartículas

Compartilhar essa notícia

Na hora de comprar os ovos nos supermercados e armazená-los na geladeira, uma das preocupações do consumidor é com a casca do ovo: se ela é resistente ou não, e se está livre de contaminação, o que garantiria maior vida útil na prateleira ou em casa. Saiba que a aplicação da nanotecnologia pode possibilitar a qualidade necessária do produto, a partir da elaboração de revestimentos protetores feitos de nanopartículas. É o que busca um grupo de pesquisadores da Embrapa Aves e Suínos (SC), por meio do projeto Nanovo.

“Pelas nanopartículas de revestimento, é possível reduzir a contaminação microbiana e melhorar a permeabilidade da casca do ovo, diminuindo a deterioração interna, favorecendo maior tempo de armazenamento do produto, mantendo suas propriedades nutritivas”, explica a pesquisadora Helenice Mazzuco, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e coordenadora do estudo.

“Com o revestimento, o tempo de prateleira ou vida útil dos ovos poderá ser ampliado e sem necessidade de refrigeração, garantindo valor agregado ao produto com valorização de toda a rede de varejo e distribuição porque oferecerá economia de energia”, explica o analista Francisco Noé da Fonseca, responsável pelo desenvolvimento e avaliação do produto.

Revestimento

Analista da Embrapa Suínos e Aves e integrante do projeto Nanovo, Francisco Noé da Fonseca explica que, quando a galinha põe o ovo, ele vem recoberto por uma película que o protege do meio externo, mas a lavagem realizada, durante o processamento, remove esta barreira natural, deixando o ovo sensível ao ambiente externo, sobretudo à perda de massa e contaminação microbiana.

“Neste sentido, a ideia é desenvolver este revestimento do ovo, buscando agregar mais propriedades à casca, como resistência a pequenos impactos, que podem danificar os ovos, quanto à ampliação do tempo de prateleira”, diz Fonseca, que é responsável pelo desenvolvimento e avaliação do produto.

Em entrevista à equipe SNA/RJ, ele ainda comenta que “em um primeiro momento, a desvantagem desta tecnologia seria o seu custo, pois o ovo vai se tornar um pouco mais caro inicialmente; por outro lado, acredita-se que este revestimento favorecerá um melhor aproveitamento da produção devido à diminuição das perdas (durante o processamento e distribuição) e a maior durabilidade do ovo, o que compensaria o investimento na sua utilização”,

O analisa também defende que “um ovo mais resistente pode ser interessante quando se pensa em expandir a distribuição da produção para locais geograficamente distantes, como região Sul–Norte, e também oportuniza a exploração de novos mercados (exportação)”.

Helenice destaca que a aplicação de revestimentos em alimentos já é uma prática muito utilizada pela indústria alimentícia, com o objetivo de prolongar a vida útil dos produtos, especialmente os mais perecíveis. Um exemplo é a aplicação de cera em frutas cítricas ou maçãs, que além de proteger, melhora seu aspecto deixando-o mais atraente (brilhante) ao consumidor, e podendo ser consumido sem risco à saúde.

“Com a nanotecnologia, novas embalagens e revestimentos viraram alvo de pesquisa para incrementar a proteção e melhorar o aspecto de alimentos”, reforça a pesquisadora.

A PESQUISA

Na pesquisa da Embrapa, que começou em março do ano passado, vários revestimentos vêm sendo desenvolvidos e testados, para avaliação das propriedades do produto nanotecnológico e as melhorias que oferece na qualidade de ovos comerciais.

“No momento, o projeto ainda está na etapa de desenvolvimento da formulação, na qual tem sido testados diferentes materiais – já utilizados em outros setores como indústria alimentícia e farmacêutica –, de modo a se obter um produto que confira mais qualidade ao ovo”, informa Francisco Noé da Fonseca, analista responsável pelo desenvolvimento e avaliação do produto.

Um dos recobrimentos tem como base um polímero biodegradável, bastante usado pela indústria farmacêutica e de alimentos. Ele é feito de nanopartículas que oferecem um filme mais resistente à casca do ovo, reduzindo sua permeabilidade.

Os cientistas envolvidos com o projeto Nanovo também observaram maior resistência à quebra de casca. Após certa compressão, a película protegeu o ovo do impacto, sem comprometer a parte interna. A pesquisa segue com a etapa de ensaios microbiológicos e de qualidade.

Desafios

Para Fonseca, “o maior desafio tem sido conseguir achar uma formulação que traga o máximo de incremento ao ovo, seja factível economicamente para o setor produtivo, e, consequentemente, impacte de forma positiva na cadeia produtiva de ovos de mesa do País”.

Sobre a chegada desta tecnologia à indústria e ao consumidor, ele conta que, recentemente, foi estabelecida uma parceria com uma empresa de insumos nanotecnológicos, que irá escalonar e disponibilizar o produto ao mercado, e uma empresa de máquinas para processamento de ovos, que irá delinear o aparelho de aplicação do revestimento e validá-lo.

“Estamos finalizando a triagem dos componentes da formulação para iniciarmos, em breve, os estudos de armazenamento em longo prazo, no sentido de verificar a faixa de ampliação do tempo de prateleira dos ovos. Acreditamos que, até o fim de 2017, já teremos uma formulação e um sistema de aplicação disponível no mercado”, ressalta o analista.

 

Assuntos Relacionados
Embrapaovos
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 70,56
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 123,32
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 131,18
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,00
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,95
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,76
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,71
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,63
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,77
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 178,01
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 188,24
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 200,90
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 210,75
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 168,76
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 194,93
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,06
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,10
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.207,77
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.085,06
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 201,03
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 178,26
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 164,10
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 172,94
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341