Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 67,01 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,67 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,90 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,81 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,36 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,60 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 157,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 177,34 / cx
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Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,80 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,36 / kg
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Mercado

USDA revisa projeções globais de carnes para 2026 com avanço do frango, ajustes no comércio e papel central da China

Relatório aponta crescimento da avicultura mundial, reorganização do mercado de carne suína e retração na bovinocultura, com influência decisiva da China nos fluxos globais

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USDA revisa projeções globais de carnes para 2026 com avanço do frango, ajustes no comércio e papel central da China

A nova edição do relatório Livestock and Poultry: World Markets and Trade, divulgada em abril de 2026 pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apresenta uma atualização abrangente das perspectivas globais para as cadeias de carne bovina, suína e de frango. O documento aponta crescimento moderado da produção mundial, mudanças relevantes nos fluxos de comércio e reforça o papel estratégico da China na dinâmica internacional de proteínas animais.

Avicultura global cresce com força e amplia competição internacional

A produção mundial de carne de frango deve crescer cerca de 3% em 2026, alcançando 110,7 milhões de toneladas. O avanço é liderado por China e Brasil, em um cenário de expansão produtiva, ganhos de eficiência e aumento da capacidade industrial.

A China deve registrar crescimento de 5% na produção, totalizando 17,3 milhões de toneladas. O desempenho é sustentado por fatores estruturais como elevados estoques de matrizes, expansão de grandes integradoras, aumento da capacidade de abate e processamento, além de incentivos governamentais. Apesar do aumento da produção, o consumo doméstico cresce de forma mais lenta, o que amplia a disponibilidade exportável.

Como resultado, as exportações chinesas de carne de frango devem avançar 29% em 2026, atingindo cerca de 1,4 milhão de toneladas, após já terem registrado crescimento expressivo em 2025. O país consolida sua presença em mercados sensíveis a preço, especialmente em países em desenvolvimento na Ásia e África.

Ainda assim, o Brasil mantém a liderança global nas exportações, com embarques projetados próximos de 5,2 milhões de toneladas (+4%). A competitividade brasileira é sustentada por preços atrativos, ampla diversificação de mercados, qualidade do produto e status sanitário favorável, especialmente pela ausência de influenza aviária de alta patogenicidade.

No cenário global, o comércio de carne de frango deve crescer 3%, alcançando 14,8 milhões de toneladas. A expansão, no entanto, aumenta a competição internacional, limitando ganhos de outros exportadores como União Europeia, Tailândia e Turquia.

Os Estados Unidos, por sua vez, devem ampliar a produção em 2%, mas enfrentam desafios no comércio exterior. O país segue pressionado por menor competitividade de preços, restrições sanitárias relacionadas à influenza aviária e dificuldades de acesso a mercados importantes.

Suinocultura global segue impactada por doenças e reorganização de mercados

O mercado mundial de carne suína continua sendo fortemente influenciado por fatores sanitários, com destaque para a peste suína africana (PSA). A produção global deve crescer cerca de 1% em 2026, atingindo 120,2 milhões de toneladas.

A China, maior produtora e consumidora mundial, apresenta leve recuperação produtiva, com expectativa de atingir aproximadamente 59,5 milhões de toneladas. A melhora na produtividade, especialmente no número de leitões por leitegada, contribui para o aumento da oferta.

Esse cenário reduz a necessidade de importações, que devem cair 16% em 2026, ficando abaixo dos níveis observados antes dos surtos de PSA. Essa retração continua provocando mudanças importantes nos fluxos globais de comércio.

Diante disso, grandes exportadores como Estados Unidos, União Europeia e Brasil intensificam a busca por novos mercados. Países asiáticos afetados pela PSA, como Filipinas, Coreia do Sul e Vietnã, ganham relevância, assim como mercados na América Latina.

O Brasil se destaca nesse contexto, com previsão de crescimento de 7% nas exportações, impulsionado por maior acesso a mercados e competitividade de preços. Já a União Europeia deve registrar queda de 8% nos embarques, pressionada por restrições sanitárias e menor disponibilidade de oferta.

No total, as exportações globais de carne suína devem se manter praticamente estáveis, em torno de 10,4 milhões de toneladas, refletindo um equilíbrio entre expansão de alguns players e retração de outros.

Carne bovina enfrenta retração na produção e mudanças no comércio global

Na bovinocultura, o relatório do USDA projeta queda de 1% na produção global em 2026, estimada em 61,6 milhões de toneladas. A redução ocorre principalmente em países-chave como Brasil, Estados Unidos, China, União Europeia e Austrália.

Mesmo com a retração, o Brasil deve permanecer como maior produtor mundial, com produção próxima de 12,4 milhões de toneladas, após um ano recorde em 2025.

A queda produtiva está associada a fatores como custos elevados, menor disponibilidade de animais para abate e pressões regulatórias em algumas regiões.

No comércio internacional, as exportações globais também devem recuar 1%, totalizando 13,8 milhões de toneladas. Um dos principais fatores é a redução das importações chinesas, projetadas em queda de 13% em 2026.

Essa retração está diretamente ligada à implementação de cotas tarifárias (TRQs) pela China, que limitam o volume de compras externas, especialmente de fornecedores como Brasil e Austrália. Como maior importador mundial, qualquer mudança na política chinesa gera impactos significativos nos fluxos globais.

Apesar desse cenário, a demanda dos Estados Unidos deve oferecer suporte ao mercado internacional. As importações norte-americanas devem crescer 6%, impulsionadas pela necessidade de carne magra para processamento e pela limitação da oferta doméstica.

China segue como principal fator de influência no mercado global

O relatório reforça que a China continua sendo o principal vetor de mudança no mercado global de proteínas animais. Alterações em sua produção, consumo ou política comercial têm impacto direto sobre preços, fluxos de comércio e estratégias dos principais exportadores.

Na carne de frango, o país amplia sua presença como exportador competitivo. Na suinocultura, reduz sua dependência externa após recuperação produtiva. Já na bovinocultura, ajusta sua política de importação por meio de mecanismos tarifários, alterando o equilíbrio global.

Perspectiva global indica maior competição e necessidade de adaptação

O cenário projetado para 2026 indica um mercado global mais competitivo e em constante transformação. O crescimento moderado da produção, combinado com mudanças nos fluxos comerciais e impactos sanitários, exige maior capacidade de adaptação dos países exportadores.

Estratégias como diversificação de mercados, ganhos de eficiência produtiva, adequação sanitária e competitividade de preços devem ser determinantes para o desempenho das principais cadeias ao longo do ano.

Confira o relatório completo:

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