Nesta segunda-feira, 532 funcionários da unidade de Abelardo Luz iniciaram férias coletivas por um mês
Aurora inicia férias coletivas

Outra agroindústria que adotou medidas para manter os empregos é a Aurora Alimentos. Nesta segunda-feira 532 funcionários da unidade de Abelardo Luz iniciaram férias coletivas por um mês. Em agosto entram em férias mais 613 funcionários. O abate, que é de 134 mil aves por dia, vai cair pela metade nestes dois meses.
Consumo caiu e custo subiu
O problema das agroindústrias é que o custo subiu, pela alta do milho, energia e mão-de-obra, e o consumo caiu, pelo desemprego no Sudeste.
Leia também no Agrimídia:
- •Poder de compra do avicultor em São Paulo reage em abril após queda no milho e farelo de soja
- •Vigilância sanitária comprova ausência de Influenza Aviária e Newcastle no Tocantins
- •Argentina é declarada livre de Influenza Aviária H5N1 após controle de foco
- •Doença de Newcastle avança sobre frangos de corte na Espanha e Polônia e acende alerta sanitário
De acordo com o diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados (Sindicarne) e Associação Catarinense de Avicultura (Acav), Ricardo Gouvêa, muitas famílias substituíram produtos de maior valor agregado, como presunto, frango empanado e linguiças frescais, por produtos mais baratos, como frango in natura e mortadela. Com isso as empresas precisam reduzir a produção de alguns produtos que não estão vendendo, dando férias coletivas ou remanejando funcionários.
Para piorar a queda do dólar, que chegou próximo de R$ 3,20, vai diminuir a margem de lucro nas exportações, que vinham crescendo em virtude do câmbio. Só no suíno a exportação aumentou 60% nos primeiros cinco meses. Já o milho começa a cair no mercado, em virtude da segunda safra no Centro-Oeste.





















