Para o zootecnista Walter Motta Ferreira, estes alimentos não são veículos seguros de medicamentos
“Não deveria existir a ideia de ração medicamentosa”, defende zootecnista

As possibilidades de atuação de profissionais da zootecnia e da medicina veterinária em áreas correlatas continuam causando discussões quanto as especificidades de cada profissional. Atualmente, segundo as legislações máximas que regem a produção e o comércio de produtos destinados à alimentação animal, zootecnistas e veterinários podem prescrever rações para animais. Os zootecnistas, porém, não poderiam fazer a indicação em casos de rações medicamentosas.
Na opinião do zootecnista Walter Motta Ferreira, ex presidente da Associação Brasileira de Zootecnistas (ABZ) e atual conselheiro, ao pé da letra, não deveria existir a ideia de uma formulação, dieta ou ração medicamentosa. Para Ferreira, estes alimentos não são veículos seguros de medicamentos.
“O que sim é possível admitir, com ressalvas, é a indicação de um medicamento em uma formulação/dieta/ração. Assim mesmo, com altíssima restrição na sua concepção já que dieta/alimento/ração não é veículo seguro de medicamentos, pois, as condições de consumo podem ser tão diversas que incluir um princípio ativo medicamentoso na alimentação pode resultar em um problema maior do que se espera resolver com o produto”.
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Ainda de acordo com Ferreira, a formação atual do médico veterinário não é compatível para que estes profissionais façam indicação de rações.
“Defendo veementemente esta posição como nutricionista e entendo que a formação atual do médico veterinário não é compatível, logo após a sua graduação, à competência necessária para garantir qualidade ou segurança de um produto alimentício para animais com ou sem medicamentos. Este papel é exclusivamente do zootecnista”.





















