Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 65,59 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,98 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,15 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,99 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,89 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 143,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 152,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 159,48 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,32 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 145,00 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,39 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,41 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.561,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.472,69 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 157,24 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,70 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 144,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,91 / cx
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Clima

El Niño tem 90% de chances de continuar até o terceiro trimestre, aponta estudo

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das temperaturas da superfície do mar no Pacífico, que resulta em clima escaldante em toda a Ásia e leste da África, resultando também em fortes chuvas e inundações em partes da América do Sul.

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El Niño tem 90% de chances de continuar até o terceiro trimestre, aponta estudo

O fenômeno climático El Niño tem 90% de probabilidade de continuar durante o verão do hemisfério Norte (terceiro trimestre), mas ainda é cedo para determinar a intensidade, declarou na quinta-feira (14) o subdiretor do Centro de Previsão Climática do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, Mike Halpert.

“Em março, consideramos que o El Niño tinha chegado. A situação é muito diferente do ano anterior, quando não chegou, por isso não vimos nenhuma mudança e nem houve nenhum impacto. Mas ainda é cedo para dizer se será forte”, disse Halpert.

O El Niño é um fenômeno que se caracteriza pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar o clima de grandes regiões do planeta, com longas secas, chuvas intensas e maior ou menor possibilidade de furacões. Segundo os meteorologistas norte-americanos, há 80% chances do fenômeno continuar ao longo de todo o ano.

“Isso é o que sabemos por enquanto, mas não podemos determinar a intensidade que terá porque estamos em maio. Em um ou dois meses poderemos dar um prognóstico”, explicou.

No entanto, já é possível prever que o El Niño impactará primeiro a Austrália, onde provocará a redução das chuvas, assim como na Indonésia, na Malásia, no norte do Brasil e na América Central, segundo Halpert. É esperado que, como costuma ocorrer, o El Niño reduza a possibilidade de furacões no Atlântico e aumente no leste do Pacífico.

Outra das possíveis consequências do fenômeno é o alívio da seca que atinge o estado americano da Califórnia, já que, se o El Niño ocorrer com grande intensidade (como entre 1997 e 1998) haveria chuvas e nevascas intensas na região durante o próximo inverno.

“Na América do Norte notaremos o impacto no outono e no inverno (último trimestre e início de 2016), enquanto em partes da América do Sul ele já será sentido nos próximos meses, por exemplo no sudeste da Argentina”, analisou Halpert.

O último grande impacto do El Niño foi entre 1997 e 1998, quando causou prejuízos entre US$ 10 bilhões e US$ 25 bilhões nos Estados Unidos. Entre 1982 e 1983, quando também se apresentou com grande intensidade, o fenômeno causou prejuízo de mais de R$ 8 bilhões no mundo todo.

O Serviço Meteorológico dos Estados Unidos, que faz parte da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), publica a cada mês um boletim sobre a evolução do fenômeno, assim como outras instituições nacionais e a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Quando o El Niño foi identificado em março deste ano, os EUA estimaram que havia entre 50% e 60% de chances de o fenômeno continuar durante todo o verão do hemisfério norte, bem menos que os 90% do último boletim divulgado na quinta-feira.

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