Economia

MDIC projeta saldo comercial positivo de US$ 15 bi em 2015

Novembro teve superávit de US$ 1,197 bilhão. Foi o nono resultado mensal positivo em 2015.

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A balança comercial brasileira deverá registrar superávit em torno de US$ 1,6 bilhão em dezembro, o que fará com que as operações de comércio exterior encerrem o ano com saldo positivo de cerca US$ 15 bilhões. Essa estimativa foi apresentada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) nesta terça-feira (01/12). No ano passado, a balança comercial registrou déficit de US$ 4 bilhões.

A projeção de saldo positivo de US$ 15 bilhões para 2015 foi apresentada pelo MDIC logo depois da divulgação da informação de que a balança comercial brasileira encerrou novembro com superávit de US$ 1,197 bilhão. Foi o nono resultado mensal positivo em 2015.

A balança comercial é um importante componente da economia. Os superávits indicam a capacidade do País em reter dinheiro vindo do exterior.

Entre janeiro e novembro, as exportações brasileiras somaram US$ 174,351 bilhões e as importações, US$ 160,909 bilhões. No balanço dessas operações, o País reteve divisas do exterior que somam US$ 13,442 bilhões. Foi uma guinada, se for levado em consideração que em igual período de 2014 esse resultado estava negativo em US$ 4,348 bilhões.

Maiores quantidades

Ao apresentar os dados, o diretor de Estatística e Apoio à Exportação do Mdic, Herlon Brandão, disse que o melhor resultado nas operações de comércio exterior se deve às maiores quantidades de produtos brasileiros vendidos no exterior.

De janeiro a novembro, a quantidades de produtos brasileiros vendidos a outros países aumentou 9,3% em relação a 2014. Essa ampliação do volume de produtos embarcados superou, em receita, o efeito da queda de 21,8% no preço dos produtos. Em termos gerais, o mercado internacional está sendo marcado por forte desvalorização das commodities agrícolas e minerais.

“A quantidade exportada brasileira, de cerca de 9% (maior em relação a 2014), é a variável que importa para a economia”, disse Brandão.

Entre os itens que garantiram as maiores receitas estão as exportações de milho, aviões, veículos de carga, automóveis de passageiros, celulose, ouro, óleo de soja, alumínio.

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