Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 65,59 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,98 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,15 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,99 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,89 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 143,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 152,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 159,48 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,32 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 145,00 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,39 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,41 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.561,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.472,69 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 157,24 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,70 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 144,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,91 / cx
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Disponibilidade de recursos hídricos – por Ricardo Ernesto Rose

A disponibilidade de água será um problema para muitos países durante as próximas décadas.

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Disponibilidade de recursos hídricos – por Ricardo Ernesto Rose

A disponibilidade de água será um problema para muitos países durante as próximas décadas. O uso intenso do líquido – seja para atividades agrícolas, industriais, consumo da população e mineração – está secando e poluindo rios e lagos e baixando o nível do lençol freático em várias regiões do globo. Outro aspecto preocupante desta situação é que a maior parte dos países com problemas de disponibilidade de água é pobre ou em desenvolvimento, com graves deficiências na infraestrutura de saneamento e grandes aglomerações urbanas. Este é o caso de países como a Índia, o Paquistão, a Nigéria e a China, onde a taxa de crescimento da população continua alta e tudo indica que a pressão sobre os estoques de recursos hídricos só tenderá a aumentar.

Um dos problemas mais graves é o da Índia, com cerca de 1,2 bilhões de habitantes, o segundo país mais populoso do mundo depois da China. Segundo a ONG Centre for Science and Environment, o país possui cerca de 8.000 cidades, das quais apenas 160 possuem sistemas de coleta e tratamento de esgoto. Dos 40 bilhões de litros de efluentes domésticos gerados diariamente no país, apenas 20% são tratados. O restante vai para rios e lagos, contaminando águas superficiais e o lençol freático, comprometendo cada vez mais os já escassos recursos hídricos do país. “O despejo de resíduos sem tratamento nos rios escoa diretamente para o subterrâneo, criando, assim, uma bomba-relógio na saúde da Índia”, diz a ONG. A falta de controle ambiental e conscientização permitem que pequenas fábricas descarreguem seus efluentes tóxicos nos cursos de água, o que contribui para deixar as águas ainda mais tóxicas para consumo.

A China, considerada a fábrica do capitalismo mundial, também tem graves problemas de abastecimento de água. Contando com uma população de 1,4 bilhões o país já enfrenta graves problemas de suprimento. Enquanto nas planícies do Norte as areias do deserto de Gobi avançam em direção ao Sudeste secando rios e destruindo áreas agrícolas, o grande número de poços espalhados pelo país acaba esgotando e baixando o nível do lençol freático em 50 ou até 90 metros. Parte considerável da agricultura chinesa depende da irrigação, o que também contribui para perda de grandes volumes de água. Outro fator de pressão é a exploração do carvão mineral e a geração de energia, que juntos chegam a utilizar 17% da água disponível na China. Com todo este impacto aos recursos hídricos, cerca de metade dos rios chineses – aproximadamente 28 mil – secaram desde 1990, segundo o Ministério de Recursos Hídricos e a Agência Nacional de Estatísticas da China. A poluição severa afeta 75% dos rios e lagos do país e 28% são inadequados até mesmo para uso na agricultura.

Com relação à disponibilidade de água o Brasil tem uma situação privilegiada, apesar dos desperdícios e da contaminação crescente dos recursos hídricos. Segundo a ONU, a situação mais adequada de oferta é de 2.500 metros cúbicos por habitante por ano. Os estados de Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Distrito Federal, Alagoas e Sergipe têm disponibilidade abaixo deste valor, mas acima de 1.700m³/hab/ano, índice considerado “sob pressão” pela ONU. Em situação crítica, com menos de 1.500m³/hab/ano encontram-se a Paraíba e Pernambuco. Comparativamente, a China tem uma disponibilidade média de água de 1.730m³/hab/ano.

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