A Ásia deve ter um aumento de 58% no consumo de carnes, a África em torno de 10%. Todavia, o crescimento maior é na demanda por aves, em 48%. O suíno fica em segundo lugar, com 31,21% e o bovino em 17,20%.
Carnes: Países em desenvolvimento são e serão os vetores da demanda

No Circuito Expocorte 2014 iniciado em Cuiabá (MT), a primeira palestra do dia: “Cenários da Indústria de Carne e Perspectivas a 2022 – 2014 um divisor de águas”, pelo consultor especialista no segmento de proteína animal, Osler Desouzart, indicou um aumento na produção mundial de carnes e na expansão demográfica. Ele afirmou que os países em desenvolvimento são e serão os vetores da demanda.
A Ásia deve ter um aumento de 58% no consumo de carnes, a África em torno de 10%. Todavia, o crescimento maior é na demanda por aves, em 48%. O suíno fica em segundo lugar, com 31,21% e o bovino em 17,20%. O especialista fez ainda um prognóstico para 2022, dizendo que o consumo brasileiro por carnes será superior ao dos Estados Unidos e que a África e a Ásia concentrarão maior demanda de carnes no futuro e que menos dispõem de água. Dentro disso, a inelasticidade de recursos naturais vai fazer com que a produção do frango prevaleça.
De acordo com Desouzart, nesse panorama, a carne bovina não vai desaparecer, mas deve virar um artigo de luxo. “Entretanto, haverá produção suficiente porque todos os setores vão crescer até 2022. A carne bovina, por exemplo, deve crescer, 1,5% ao ano”, exemplificou.
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Em outras notícias, a China deve se tornar grande importador de milho. O grão terá preços firmes, assim como a carne. “A saúde animal é o que pode prejudicar o setor, uma vez que a dieta humana deve migrar para a proteína”, declarou, acrescentando, que o bom quadro de demanda e a falta de animais devem persistir até 2016. Já a demanda asiática continuará forte até 2022.






















