“Não podemos pagar 34% de impostos quando em determinados países paga-se 10%”, afirmou Abílio Diniz em palestra no “Bradesco Brazil Investiment Forum”.
Disputa entre BRF e governo
O presidente do conselho de administração da BRF, o empresário Abilio Diniz, reconheceu que a empresa de alimentos está “numa queda de braço com o governo” nas discussões sobre a tributação de lucros no exterior. “Não podemos pagar 34% de impostos quando em determinados países paga-se 10%”, afirmou o empresário, em palestra no “Bradesco Brazil Investiment Forum”, evento realizado pelo banco Bradesco na capital paulista.
De acordo com Abilio, a posição da BRF no que diz respeito à tributação de lucros no exterior é uma demonstração de que ele não está sempre em “lua de mel com governo”, embora se declare amigo da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula.
Apesar de alguns descontentamentos, Abilio voltou a afirmar que a economia do Brasil é “sólida”, como já havia feito na sexta-feira passada na “Maratona Valor PME”, evento realizado pelo Valor. “Os fundamentos da economia brasileira estão sólidos, não há quem duvide disso. Realmente, tem que tomar o maior cuidado com a inflação, mas os instrumentos que nós temos para segurar a inflação nem de longe foram sequer acionados”, afirmou.
Leia também no Agrimídia:
- •Suíno vivo acumula queda histórica de 32,8% em 2026 e atinge menor patamar da série iniciada em 2002
- •Preços de suínos caem no Reino Unido com avanço da produção e pressão nos custos
- •Produção suína na Alemanha cobra €200 milhões por ano para cumprir novas regras de bem-estar animal
- •Rebanho suíno no Brasil avança e pode chegar a 53 milhões de cabeças até 2030
Segundo Abilio, é preciso colocar o país dentro de uma perspectiva histórica. “Às vezes, a memória é curta”, disse, lembrando as dificuldades econômicas do país nos anos 1980 e no início da década de 1990. “Nós passamos pela crise de 2008, e depois a de 2010 e 2011”, acrescentou.





















