Redução ultrapassa 6,5% e prejudica rendimento dos produtores de aves, mas o momento é bom para quem precisa comprar insumos.
Queda do dólar desagrada exportadores de carnes

A moeda norte-americana caiu quase 4% nos últimos dias e está cotada abaixo dos R$ 2,20. As exportações são prejudicadas, já que os contratos foram firmados com valores mais altos e estão sendo pagos abaixo do orçamento.
No caso da avicultura, a instabilidade da moeda está atrapalhando o rendimento dos produtores.
“Imagina um contrato fechado a R$ 2,40, que vai receber R$2,20, e ainda com oscilação no percurso, atrapalhando tudo. Não é por outra razão que a balança comercial tá com déficit. Não é por outra razão que nós estamos exportando menos e importando mais”, explicou Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
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A taxa cambial deve se manter estável nesse patamar, pelo menos até as eleições, em outubro. Segundo analistas, esta á uma estratégia do governo para conter a inflação. O ministro da Agricultura, Neri Geller, aposta que a abertura de novos mercados, como a entrada de milho brasileiro na China, vá compensar o prejuízo cambial às exportações.
“O mercado interno está muito aquecido, a demanda mundial muito forte com novos mercados que estão abrindo. Eu tenho muita tranquilidade. A queda do dólar acaba dificultando um pouco, mas por outro lado acaba baixando o custo de produção aqui no Brasil, então é muito relativo”, afirma o ministro.
Para a Associação Brasileira das Indústrias Exportadores de Carne (Abiec), a cotação, apesar de atrapalhar, não vai mudar a meta para 2014, que é comercializar mais de US$ 8 bilhões.
Por outro lado, a desvalorização do dólar beneficia as importações. O momento é bom para quem precisa comprar insumos.
“A gente não pode esquecer que dos insumos que são importados. São os precursores que utilizados na alimentação animal. O Brasil não produz vitaminas, aminoácidos, os moduladores do desempenho zootécnico. Estes produtos quando há uma desvalorização do dólar, acabam ficando um pouco mais baratos. Então, se desembolsa menos para comprá-los”, chama a atenção Ariovaldo Zani, vice-presidente do Sindirações.





















