Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Energia

Chesf vai dar prioridade à transmissão

Maior geradora de energia elétrica do país, a Chesf, braço operacional da Eletrobras na Região Nordeste, está dando prioridade aos projetos de transmissão.

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Chesf vai dar prioridade à transmissão

Maior geradora de energia do país, a Chesf, braço operacional do grupo Eletrobras no Nordeste, está priorizando os projetos no segmento de transmissão. Os objetivos são aumentar rapidamente a receita da companhia, afetada pela adesão à Medida Provisória 579 – da renovação das concessões -, e disponibilizar as instalações que viabilizarão o fornecimento de energia de eólicas já em operação para o Sistema Interligado Nacional (SIN).

“Quando estivermos com toda a carteira de obras de transmissão, vamos conseguir recompor a receita desse segmento em 43%”, afirmou o novo presidente da Chesf, Antônio Varejão, que completa um mês no cargo nesta semana, com expectativa de alcançar a meta em três anos.

A estatal perdeu cerca de R$ 3 bilhões de receita anual com a adesão ao programa de renovação das concessões de geração e transmissão. “Precisamos ser uma empresa que volte a dar lucro”, disse ele.

Segundo Varejão, até o fim deste mês será concluída a última obra de transmissão para interligar as eólicas que estava em atraso. Trata-se do sistema Bom Jesus da Lapa – Igaporã, na Bahia, com investimento de R$ 50,5 milhões.

A estratégia de priorizar os investimentos em transmissão é percebida pela própria decisão de colocar o experiente engenheiro no comando da empresa, onde atua há 28 anos. Nos últimos dois anos, Varejão respondia pela superintendência de Projeto e Construção de Transmissão, que está voltada para a conclusão das obras em atraso.

No período em que esteve à frente da superintendência, a Chesf implantou cerca de dez subestações e 600 quilômetros de linhas de transmissão, com destaque para três subestações de maior porte que ampliaram em mais de 100% a capacidade de atendimento às regiões metropolitanas de Recife (PE), Fortaleza (SA) e Salvador (BA). Essas obras acrescentaram R$ 130 milhões à receita anual da estatal nordestina. Do pacote de obras em andamento, restam ainda cerca de 20 subestações e mais 1,5 mil quilômetros de linhas.

Além de ampliar a receita, a conclusão das obras permitirá à companhia participar novamente, como líder de consórcio ou disputando sozinha, de leilões do tipo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Hoje, a autarquia permite que a empresa participe apenas como minoritária em consórcios nos leilões.

Varejão explicou que, mesmo assim, a Chesf já não pretendia participar das últimas disputas. A decisão faz parte da estratégia de se concentrar em por de pé todas as obras que ela ganhou.

O executivo admite que a companhia acumulou um número elevado de obras. “Foi uma estratégia da empresa lá atrás de entrar em leilões com projetos corporativos [em que não tem sócios]. Acumulou uma carteira elevada. Mas essa carteira faz com que o recurso entre diretamente no caixa da empresa”, afirmou. “Tivemos evidentemente muitas críticas, problemas para a imagem da empresa”, completou o presidente da Chesf.

Questionado sobre a possibilidade de retornar aos leilões de transmissão, inclusive à licitação do segundo linhão que transportará energia da hidrelétrica de Belo Monte (PA) para o Sudeste, ainda sem data, Varejão respondeu: “A ideia é voltar, mas só na hora em que tivermos plena consciência de que os prazos estão efetivamente sob controle”.

Na área de geração, a Chesf pretende colocar em operação nos próximos três anos 1 mil megawatts (MW) de potência instalada de parques eólicos já contratados em leilões de energia.

A empresa ainda não definiu qual será o novo parceiro no projeto da usina de Sinop, de 400 MW, no rio Teles Pires (MT). A Alupar, que detinha 51% do empreendimento, anunciou a desistência do negócio. Segundo Varejão, há quatro interessados na hidrelétrica. Chesf e Eletronorte possuem 24,5%, cada, do projeto.

Dona de um parque composto por 14 hidrelétricas próprias (10,6 mil MW), a Chesf tem ainda participação nas usinas de Belo Monte e Jirau (RO), ambas em construção, e em Dardanelos (MT), que já está em operação.

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