Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,56 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,32 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 131,18 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,00 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,77 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 178,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 188,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 200,90 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 210,75 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 194,93 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,06 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,10 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.207,77 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.085,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 201,03 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 178,26 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 164,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 172,94 / cx
Artigo

A ciência deve prevalecer – por Gustavo Diniz Junqueira

A regulamentação para o uso de fertilizantes e defensivos agrícolas no Brasil já há certo tempo vem se afastando da decisão técnica.

A ciência deve prevalecer – por Gustavo Diniz Junqueira

A regulamentação para o uso de fertilizantes e defensivos agrícolas no Brasil já há certo tempo vem se afastando da decisão técnica, e se aproximando cada vez mais de uma gestão burocrática e ineficiente. Dois recentes fatos chamaram a atenção para isso, causando preocupação.

O primeiro envolveu uma consulta pública, lançada pela Secretaria de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, relativa a uma Instrução Normativa (IN) bem ampla, na qual boa parte dela foi trabalhada em conjunto com o setor produtivo, com exceção de um item que tratava justamente sobre restrições a formulações de fertilizantes.

O segundo tratou de mais uma ação do Ministério Público Federal que determinou a suspensão de ingredientes ativos utilizados para a composição de defensivos.

O desenvolvimento dos agroquímicos integra uma ciência amplamente e profundamente estudada, sendo entre os segmentos de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) aquele com grau de regulamentação dos mais rígidos. Os produtos são submetidos a inúmeros testes laboratoriais e requerimentos da legislação, acordos e convenções internacionais sob a chancela de órgãos como a Organização Mundial da Saúde.

No Brasil, os defensivos, por exemplo, antes de serem aprovados para comercialização são submetidos à avaliação agronômica, ambiental e toxicológica de três ministérios: da Agricultura; do Meio Ambiente; e da Saúde, por meio da Anvisa. Ou seja, um escrutínio detalhadíssimo, caro e moroso.

No âmbito dos fertilizantes, existem hoje, centenas de formulações disponíveis no mercado lastreadas na recomendação de engenheiros agrônomos e químicos, que usam como parâmetro os seus respectivos conhecimentos técnicos e estudos científicos de instituições reconhecidas internacionalmente assim como as informações fornecidas pelo mercado.

Limitar a quantidade de formulações de fertilizantes – como propõe o item específico da IN – é uma temeridade, pois além de retirar do mercado produtos com eficiência consagrada no incremento de produtividade agrícola já apurado, coloca em risco ganhos futuros.

O avanço de produtividade do agro brasileiro está fortemente ancorado no desenvolvimento e disponibilização de uma variedade de formulações de fertilizantes para cada tipo de clima, solo e variedades vegetais presentes em nosso território. O mesmo vale para os defensivos.

A restrição de novas formulações constituirá num dos maiores retrocessos tecnológicos e desestímulo intelectual já visto, que ameaçará a viabilidade produtiva futura de nossas lavouras e certamente furtará das próximas gerações a liderança tecnológica na produção de alimentos.

Ao invés de limitar, deveríamos promover ainda mais pesquisas e desenvolvimento de novas formulações para que tenhamos condições de enfrentar problemas que ainda não conhecemos, como os efeitos das mudanças climáticas.

Se a quantidade de formulações for limitada, a produtividade da agricultura brasileira estará ameaçada, porque fórmulas genéricas serão incapazes de atender as inúmeras especificidades, que requerem produtos e manejos fitossanitários customizados.

O desafio: “aumento da demanda mundial por produtos agrícolas requer incremento de produção” só será vencido com o uso cada vez mais intensivo de tecnologia, em razão, da oferta cada vez menor de recursos naturais e avanço das exigências socioambientais.

Independentemente da resolução pontual destes e/outros casos, a verdade é que o alarme foi acionado e a sociedade precisa se mobilizar para que quaisquer decisões nesta área sejam tomadas de maneira transparente e com base em argumentos eminentemente técnicos e não influenciados por fatos de caráter administrativo e/ou ideológico.

Caso a ciência seja colocada de lado, tal decisão afetará de maneira irreparável os enormes avanços de produtividade, produção e sustentabilidade conquistados até agora pelos brasileiros no setor agrícola em benefício de todo o planeta.

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  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 70,56
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    kg
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    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 131,18
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    R$ 194,93
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    R$ 1.085,06
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    R$ 178,26
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    Recife (PE)
    R$ 164,10
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