Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 65,59 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,98 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,15 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,99 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,89 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 143,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 152,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 159,48 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,32 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 145,00 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,39 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,41 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.561,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.472,69 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 157,24 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,70 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 144,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,91 / cx
Destaque Todas Páginas
Meio Ambiente

Diretor da SNA pede urgência na adoção de política para o uso racional da água

A redução do volume de recursos hídricos no planeta já se tornou realidade.

Compartilhar essa notícia

A redução do volume de recursos hídricos no planeta já se tornou realidade.  Diante da necessidade de uma produção maior de alimentos nas próximas décadas, em razão do aumento da demanda e do crescimento populacional, a escassez de água poderá representar um grande problema para o setor agrícola.

“Precisamos, com urgência, de uma política de uso racional da água, sob pena de vermos reduzida nossa produtividade agrícola por conta dessa escassez”, observa o diretor da SNA, Alberto Figueiredo.

Segundo ele,  as campanhas que os governos realizam para incentivar a economia de água sempre vêm acompanhadas de discursos baseados  na falta de chuva.  Na opinião do diretor da SNA, “o que interessa, na verdade, é a proteção das nascentes para que elas possam continuar a produzir água. E a melhor dessas proteções é a mata constituída de árvores nativas”, destaca.

Figueiredo lembra que o crescente desmatamento das encostas faz com que a água da chuva, ao invés de se infiltrar na terra e reabastecer as nascentes, escorre pela superfície, provocando erosão, o assoreamento de rios e, de quebra, a inundação com lama nas casas.

“Sem infiltração e sem proteção, as nascentes secam, os riachos deixam de ter contribuição, também secam e, por consequência, os rios diminuem suas respectivas vazões. Diante desse quadro, a chuva, longe de ser uma solução, passa a ser problema”, adverte.

Na contramão do “discurso equivocado da falta de chuva”, o diretor da SNA acredita que “o correto seria uma análise séria e técnica das diversas bacias hidrográficas, de modo a definir que medidas seriam indicadas para a recomposição florestal de proteção das encostas e nas proximidades das nascentes”.

Atraso
Quanto aos sistemas de irrigação com a utilização racional da água, Figueiredo admite que o Brasil está bastante atrasado nessa questão.

“A legislação ambiental já impõe sérias restrições à aprovação de projetos de irrigação. Nesse aspecto, comparando com Israel, por exemplo, estamos anos luz atrás”.

O diretor da SNA assinala que uma das estratégias  eficientes seria armazenar água da chuva em épocas de abundância. Além disso, segundo ele, “os sistemas de gotejamento e injeção sob o solo podem levar a água a pontos certos e na quantidade certa para a cultura que está sendo irrigada”, afirma,  acrescentando que o país ainda utiliza métodos de irrigação, “como é o caso do sistema de pivô central”, que consomem muita água e provocam desperdício.

Legislação
Além das possíveis saídas sustentáveis,  Figueiredo defende uma legislação mais rígida para disciplinar o uso racional da água e pede que seja colocado em prática o capítulo do novo Código Florestal relativo ao pagamento por serviços ambientais.  Neste caso, a lei permite uma recompensa financeira aos proprietários de terras que adotarem práticas de conservação do solo e da água, inclusive em áreas de preservação permanente.

Para o diretor da SNA, tudo se resume à vontade política e à capacitação para cargos adequados. “O que não pode é continuarmos a assistir, pela televisão, dirigentes de empresas de água e de barragens hidrelétricas, olhando para o céu para ver se há nuvens de chuva”, finaliza.

Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329