Produtor deixou de investir esta cifra no campo desde que problemas com umidade e chuvas predominaram.
Perdas financeiras na soja 12/13 já superam R$ 344 milhões em MT

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) estimou nesta segunda-feira (18) que as perdas financeiras provocadas por avarias e umidade acima do padrão na soja já somam R$ 344,6 milhões. Estabelecendo um comparativo, com este valor seria possível plantar 152.235 hectares da safra futura 2013/14, estando o custo total médio de R$ 2.2163,50 por hectare.
Em valores de produção, são 418 mil toneladas de soja comprometidas em função dos danos provocados pela tentativa de se adiantar o plantio da primeira safra, além dos fatores climáticos – que também afetam a velocidade da colheita. O mesmo instituto já havia antecipado, na última semana, a dimensão do problema.
De acordo com o Imea, este número [418 mil toneladas] representa 1,7% da produção total estimada em 24,13 milhões de toneladas. Para a entidade – vinculada ao Sistema Federação da Agricultura e Pecuária -(Famato) – mesmo já tendo vendido grande parte da produção, as perdas na qualidade dos grãos começam a preocupar o produtor que ainda tem que arcar com parte do pagamento da safra e utilizar o dinheiro da safra atual para investimentos futuros.
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Cleber Noronha, analista de mercado do Imea, diz que mesmo havendo perdas estes grãos não deixaram de ir ao mercado. Por outro lado, o produtor viu reduzir os ganhos na hora de fechar negócios, já que a menor qualidade do produto implica em menos valor agregado à matéria-prima. Noutros termos, frisa o especialista, os problemas até então atingem a qualidade da soja e não os índices de produtividade.
“Tanto que não significa que a produção irá cair. Esse valor financeiro é o que o produtor deixou de receber, mas já está no mercado. Para o produtor é preocupante porque a consequência é ter uma rentabilidade menor”, destacou o analista ao Agrodebate.
Ainda conforme o engenheiro agrônomo, as perdas até o presente momento foram registradas nos primeiros 17,4% da área colhida.
Reflexo no milho – Em função das chuvas e do atraso na colheita já se registra uma redução de 4% na área potencial de plantio para o milho segunda safra. “A produção deste cereal ocorre em área de soja que consegue ser plantada até o dia 20 de outubro”, frisa Otávio Celidônio, superintendente do Imea.
A colheita da safra 2012/13 da oleaginosa no estado alcançou 26,8% da área de 7,8 milhões de hectares até a última semana. O estado registra um atraso de oito pontos percentuais sobre o que havia retirado do campo ainda em 2011/12.
Quanto ao milho o plantio na última semana avançou para 41% de 2,7 milhões de hectares.























