Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,56 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,32 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 131,18 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,00 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,77 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 178,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 188,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 200,90 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 210,75 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 194,93 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,06 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,10 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.207,77 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.085,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 201,03 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 178,26 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 164,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 172,94 / cx
Meio Ambiente

Zoneamento agroecológico é ferramenta para preservação ambiental na produção de biocombustíveis

Brasil tem criado instrumentos para reduzir cada vez mais o impacto ambiental da produção agropecuária, particularmente da que tem como destino o mercado de biocombustíveis.

Compartilhar essa notícia
Zoneamento agroecológico é ferramenta para preservação ambiental na produção de biocombustíveis

O Brasil tem criado instrumentos para reduzir cada vez mais o impacto ambiental da produção agropecuária, particularmente da que tem como destino o mercado de biocombustíveis. Um exemplo é o Zoneamento Agroecológico da Cana-de-açúcar (ZaeCana), publicado pelo Governo Federal em setembro de 2009 (http://www.cnps.embrapa.br/zoneamento_cana_de_acucar/) . A iniciativa de realizar o estudo técnico surgiu no auge do debate mundial a respeito do uso da terra para produzir alimentos ou biocombustíveis, informou Luís Carlos Job, coordenador-geral de açúcar e álcool do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em apresentação na Semana de Bioenergia. O evento começou na segunda-feira (18) e segue até sábado (23), no auditório da Embrapa Estudos e Capacitação, em Brasília/DF.

Luís Job considera o zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar um trabalho pioneiro no País. Já haviam sido realizados estudos para outras culturas focados apenas na questão climática, econômica ou ambiental. O da cana foi o primeiro que integrou várias áreas no mesmo documento técnico, que visa a garantir um crescimento equilibrado de um setor estratégico para o País. Financiamentos de bancos públicos à expansão da cultura apenas são concedidos a plantios localizados nas áreas consideradas aptas ao cultivo pelo ZaeCana. Na prática, nem com recursos próprios dos investidores tem sido possível o avanço da cana sobre outras localidades, já que as secretarias estaduais de meio ambiente não têm concedido autorizações para isso.

O zoneamento estabelece que em 92,5% do território nacional a cana-de-açúcar não deve ser cultivada. Ainda assim, há terras suficientes para multiplicar por sete a área com plantio dessa gramínea no Brasil. Ao público composto majoritariamente por estrangeiros presentes no evento, Job ressaltou a importância de ouvir o setor produtivo para desenvolver trabalhos semelhantes. A equipe do estudo brasileiro fez mais de 30 viagens para ouvir representantes de agricultores, agroindústrias, órgãos estaduais e outros.

Ainda na produção de cana-de-açúcar, outra medida que vem sendo adotada para minimizar impactos ambientais é a mecanização da colheita para evitar as queimadas. De acordo com dados apresentados na Semana de Bioenergia pelo gerente de desenvolvimento sustentável da empresa Raizen, Davi de Araújo, na safra 2006/2007, 65,8% da área cultivada com cana-de-açúcar no estado de São Paulo foi colhida manualmente e 34,2%, mecanicamente. No período 2011/2012, esses números se inverteram. A diminuição das queimadas evitou a emissão de 2,7 milhões de toneladas de CO2 e 16,7 milhões de toneladas de outros poluentes, também segundo os números apresentados por Araújo.

Embora o País ainda tenha áreas disponíveis para expandir a fronteira agrícola, o crescimento da produção agropecuária brasileira nos últimos trinta anos tem se dado principalmente em função de ganhos de produtividade. “A agricultura e a pecuária vivem um momento de transição para uma economia baseada no conhecimento, que ocorre também em outros setores”, afirmou o chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, Celso Manzatto. Na opinião dele, a expansão da bioenergia sustentável vai se basear na inovação tecnológica, no uso eficiente da terra e dos recursos naturais, bem como na agregação de valor aos produtos e resíduos

Na parte da tarde de terça-feira (19/03), os participantes do evento participaram de um dia- de-campo na Embrapa Cerrados (Brasília/DF), onde puderam ver de perto as pesquisas realizadas com cana-de-açúcar, dendê, macaúba e pinhão-manso, matérias-primas já utilizadas ou com potencial para produção de biocombustíveis.

A Semana de Bioenergia tem como objetivo a capacitação de técnicos de mais de 30 países, especialmente da África, Ásia e América Latina que participam do evento. É uma iniciativa da Global Energy Partnership (GBEP), do Ministério das Relações Exteriores, do MAPA e da Embrapa Agroenergia. Conta ainda com o apoio da Organização dos Estados Americanos (OEA), do Departamento de Estado dos EUA e da empresa Raizen. As apresentações (pdf) realizadas no evento encontram-se disponíveis no endereço http://www.cnpae.embrapa.br/eventos/semana-de-bioenergia-1/.

O GBEP é um fórum mundial que se propõe a estabelecer consenso nas áreas do desenvolvimento sustentável da bioenergia e contribuir para mitigação das mudanças climáticas. Em 2011, definiu 24 indicadores de sustentabilidade da bioenergia que pretendem guiar as análises e dar subsídios para tomada de decisão na área.

Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 70,56
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 123,32
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 131,18
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,00
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,95
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,76
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,71
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,63
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,77
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 178,01
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 188,24
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 200,90
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 210,75
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 168,76
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 194,93
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,06
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,10
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.207,77
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.085,06
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 201,03
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 178,26
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 164,10
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 172,94
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341