Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,30 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 152,13 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,95 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 134,59 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,04 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Bioenergia

Energia renovável do agro responde por 30% de toda a matriz energética do país

Etanol de cana e biodiesel de soja integram essas renováveis agropecuárias, destaca estudo da FGV

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Energia renovável do agro responde por 30% de toda a matriz energética do país

A energia renovável do agronegócio registra salto de crescimento na matriz energética do Brasil. Etanol de cana, biodiesel da soja e biogás de resíduos agropecuários, por exemplo, fazem o agro responder por 29% de toda a energia usada no país.

Tem mais: dentro do grupo das fontes renováveis, que inclui a eólica (vento), hidráulica (água) e fotovoltaica (sol), as fontes do agro participam com 60% de toda a geração.

As informações integram o estudo inédito “Dinâmicas de Demanda e Oferta de Energia pelo Agronegócio”, do Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Relevância estratégica

“O agronegócio brasileiro sempre foi sinônimo de produtividade, exportações recordes e segurança alimentar, e o estudo evidencia que uma nova dimensão se impõe desse setor: sua relevância estratégica na transição energética do Brasil”, destaca, em nota, o coordenador do núcleo de bioenergia do Observatório da FGV, Luciano Rodrigues.

Segundo ele, o avanço da oferta energética de fontes do agro registrou avanço expansivo.

No início dos anos 1970, a contribuição agropecuária à oferta energética apresentava elevada participação da lenha e carvão vegetal, que respondiam por mais de 40% da bioenergia do setor.

Essa configuração começou a se alterar a partir dos anos 1980, quando a produção de derivados da biomassa da cana-de-açúcar se intensificou, impulsionada pela implementação do Programa Nacional do Álcool (Proálcool).

Entre 1988 e 2003, a participação da bioenergia do agronegócio na matriz nacional permaneceu relativamente estagnada, oscilando em torno de 20%.

Inversão

A partir de 2003, essa tendência foi amplamente revertida. As duas décadas seguintes foram marcadas por forte expansão e diversificação da agroenergia.

A oferta de energia proveniente da cana quase triplicou, impulsionada pela popularização dos veículos flex-fuel e pela expansão da bioeletricidade gerada com bagaço de cana-de-açúcar.

A produção de lenha e carvão vegetal também duplicou no período, refletindo o fortalecimento da silvicultura energética como atividade comercial. A lixívia, por sua vez, teve crescimento próximo a 300%, acompanhando a expansão da indústria de papel e celulose.

Enfim, a trajetória da bioenergia agropecuária foi um dos pilares da transição energética brasileira.

“Esse protagonismo também se reflete nos destinos da utilização dessa energia limpa”, comenta o pesquisador.

É que setores como alimentos e bebidas, papel e celulose, cerâmica e ferroligas já usam majoritariamente energia derivada da biomassa agropecuária. Em alguns casos, ela supera 70% da matriz energética industrial.

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