Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,27 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,69 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 152,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,48 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 131,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 141,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 143,17 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
Destaque Todas Páginas
Comentário B&B

País precisa da agricultura familiar – por Ricardo Ernesto Rose

O Brasil é uma das maiores potências agrícolas do mundo.

Compartilhar essa notícia
País precisa da agricultura familiar – por Ricardo Ernesto Rose

O Brasil é uma das maiores potências agrícolas do mundo. No entanto, apesar disso, o país ainda não consegue fornecer alimentos a preços acessíveis a um crescente mercado consumidor interno. Se, por um lado, aumentam as exportações de produtos como soja, café, milho e açúcar, por outro corremos o risco de que alimentos como legumes, verduras e frutas se tornarem cada vez mais caros. Ao longo dos últimos 30 anos o negócio agrícola – o chamado agribusiness voltado para a exportação – aumentou em 40% sua área plantada, sua produção em 200% e a produtividade 300%. No mesmo período a agricultura familiar, responsável por alimentar os brasileiros, permaneceu quase no mesmo patamar, devido aos poucos incentivos oferecidos pelo governo. Na safra 2011/2012, por exemplo, o governo federal destinou R$ 107 bilhões à agricultura de grande porte, enquanto que a familiar ficou com apenas R$ 16 bilhões. Na safra 2012/2013, o Ministério da Agricultura liberou R$ 22,3 bilhões para o setor da agricultura familiar. 

Cerca de 60% dos alimentos que compõem a cesta alimentar distribuída pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) são produzidos pelos agricultores familiares, em pequenas propriedades cujo tamanho varia entre um e quatro módulos fiscais (o equivalente a cinco até 100 hectares, conforme o município). Estes estabelecimentos agrícolas produzem 87% da mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz e 58% do leite que consumimos no país. Afora isto, a agricultura familiar responde por cerca de 70% dos empregos no campo. Outro aspecto é que a prática agrícola em pequenas propriedades tem menor impacto ambiental, pois utiliza menos insumos industriais e pratica a diversificação dos cultivos. As pequenas propriedades agrícolas, apesar da importância que têm na produção de alimentos representando cerca de 85% das unidades agrícolas do país, ocupam somente 24% da área nacional destinada à agricultura.

Grande parte das pequenas propriedades agrícolas está constantemente às voltas com dívidas, falta de equipamentos e acesso limitado a crédito. Além das condições meteorológicas, outro fator que interfere na produtividade do setor é a falta de mão de obra. Trabalhadores rurais, não especializados em sua maioria, estão sendo atraídos para o setor de serviços, que oferece melhores salários. Assim, os pequenos proprietários rurais são forçados a pagar salários mais altos, o que acaba encarecendo os produtos. O preço da terra, que vem aumentando ao longo da última década dificultando a expansão da agricultura familiar, é mais um fator inflacionário no preço dos alimentos.

O governo tem incentivado bastante a agricultura de exportação; aquela que gera divisas para o país e impulsiona vários outros setores da economia, como a indústria petrolífera, produtora de adubos; a química, produtora de herbicidas e pesticidas; a indústria de máquinas e tratores, entre outras. Apesar de gerar menos atividade econômica, a agricultura familiar é responsável por produzir grande parte dos alimentos que vão para a mesa, além de ter um impacto ambiental muito mais baixo. Considerável número destas propriedades familiares pratica a agricultura orgânica, que não se utiliza de nenhum insumo tóxico; o que preserva o solo, a água, e por vezes áreas remanescentes de floresta nativa.  

Ricardo Ernesto Rose, Jornalista, autor, graduado em filosofia, pós-graduado em gestão ambiental e sociologia. Desde 1992 atua no setor ambiental e de energia na área de marketing de tecnologias. É diretor de meio ambiente da Câmara Brasil-Alemanha e editor do blog “Da natureza e da cultura” (www.danaturezaedacultura.blogspot.com). 

Assuntos Relacionados
agriculturabiomassa
Mais lidas

Relacionados

Suinocultura Industrial 332
SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344