Sementes do Brasil e do exterior podem ficar armazenadas por 200 anos.Patrimônio genético pode ajudar a prevenir problemas na produção.
Embrapa mantém banco de sementes com quase 700 espécies
O Banco de sementes da Embrapa, em Brasília, no Distrito Federal, guarda quase 700 espécies como arroz, feijão, soja e trigo, tanto do Brasil quanto de outras partes do mundo. O patrimônio genético é importante, pois pode ajudar a prevenir problemas na produção de alimentos.
A preocupação surgiu no Brasil na década de 70 por recomendação da FAO, Organização das Nações Unidas (ONU) para Alimentação e Agricultura. Em Brasília, o Centro Nacional de Recursos Genéticos da Embrapa recebe amostras de suas 40 unidades espalhadas pelo país.
Antes de serem armazenadas, as sementes passam por uma máquina que retira todas as impurezas. Depois, são identificadas e vão para uma câmara de secagem, onde ficam por pelo menos duas semanas a uma temperatura de 25ºC para reduzir a umidade do grão.
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As sementes são envolvidas em papel molhado, onde fica por sete dias para germinar. Se 85% das sementes germinarem, a mostra é considerada de qualidade.
Depois de todo o processo, as sementes são armazenadas em embalagens de alumínio como e identificadas por código de barras. Em seguida, as amostras são colocadas em uma câmara de refrigeração onde a temperatura tem de estar abaixo de 20ºC negativos.
“No nosso banco de sementes temos condições viáveis para manter as sementes por até 100, 200 anos”, diz o agrônomo da Embrapa, Juliano Pádua.
O banco de sementes da Embrapa também é um aliado nos programas de melhoramento genético e de novas cultivares.





















