A fila nacional para aprovação e registro de um produto é em média de 11,7 anos, considerado um absurdo por todo o setor e uma grande luta da agricultura.
Diretor da Andef diz que aprovação de defensivos caminha em ritmo contrário à agricultura no Brasil
Enquanto a agricultura brasileira tem crescido a passos largos na última década, a aprovação de produtos de combate a pragas e plantas daninhas tem caminhado no ritmo contrário e decresceu nos últimos anos, segundo analisou Eduardo Doher, diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef).
Durante palestra nesta quarta-feira (20) no XXVIII Congresso Brasileiro de Agronomia (CBA), em Cuiabá, ele apresentou gráficos que mostram esse paradoxo e criticou a burocracia brasileira para aprovação de novas moléculas.
Segundo Doher, hoje a fila nacional para aprovação e registro de um produto é em média de 11,7 anos, considerado um absurdo por todo o setor e uma grande luta da agricultura. “Temos deficiências para combater uma alta incidência de pragas”, disse ele, exemplificando com o ataque inédito e recente da Helicoverpa armígera nas lavouras de todo o país.
Leia também no Agrimídia:
- •Avicultura brasileira se despede de Dico Carneiro, fundador da Cialne
- •Embrapa aponta queda nos custos da suinocultura e da avicultura de corte em abril
- •Resíduos da suinocultura viram fertilizante e ajudam a sustentar a produtividade da soja
- •Diferença de quase 90% no preço do suíno vivo entre México (97,74¢/lb) e Brasil (51,72¢/lb) expõe desequilíbrio na suinocultura
Para o controle de pragas na agricultura, ele diz serem necessárias algumas medidas, como a rotação de culturas, manejo integrado de pragas, vazio sanitário, áreas de refúgio e rotação de ingredientes ativos.
“Acontece que o mercado brasileiro não permite a entrada de tantos produtos que sejam suficientes para aplicação correta da rotação de ingredientes ativos”, reclama o diretor da Andef.
Ele ressalta que o uso de defensivos é imprescindível para o bom desenvolvimento agrícola, sobretudo por conta do clima tropical, que aumenta muito a incidência e desenvolvimento de pragas, e de o Brasil, segundo ele, ter uma “barreira sanitária muito porosa”.























