Autoridade monetária divulgou novas projeções no Relatório Trimestral de Inflação. Agropecuária e Serviços tiveram estimativas de expansão revisadas para baixo.
BC corta previsão de crescimento do PIB em 2013 para 2,3%

O Banco Central (BC) revisou, em seu Relatório Trimestral de Inflação, as previsões para o desempenho da economia brasileira em 2013. A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) baixou de 2,5% para 2,3%, com menor aumento da agropecuária, cuja previsão para este ano passou de 10,5% para 7,3%, e do setor de serviços (de 2,3% para 2%).
Já as expectativas para a indústria melhoraram. A previsão de crescimento do setor subiu de 1,1% para 1,3%, com menor queda no segmento extrativo (de -2,8% para -2,4%) e avanços mais fortes na indústria de transformação (de 1,5% para 1,6%) e na construção civil (de 1,9% para 2,4%).
Pela ótica da demanda, é esperado um consumo das famílias mais intenso, com o aumento passando de 1,9% para 2,3%. O mesmo ocorre com o consumo do governo (de 1,8% para 2,1%). Ainda são esperados investimentos mais robustos, já que a estimativa para a expansão da formação bruta de capital fixo (FBCF) em 2013 passou de 6,5% para 6,8%.
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As exportações também devem contribuir mais que o anteriormente esperado para o crescimento do PIB. A projeção de aumento neste ano passou de 1,7% para 2,4%. Entretanto, as importações também devem ser mais fortes – a previsão de crescimento subiu de 8,4% para 8,9% – minimizando o resultado da economia brasileira.
Cenário para 2014
O Banco Central projeta um crescimento econômico de 2,3% em quatro trimestres até setembro de 2014, expansão igual à esperada para 2013. A taxa projetada significa que, até lá, a autoridade monetária em princípio não acredita em aceleração do ritmo de atividade da economia. Pelo menos não, se não houver melhora da confiança.
“Do lado interno, o cenário central contempla ritmo de expansão da atividade relativamente estável no próximo ano, em comparação a 2013. Cabe notar que progressos adicionais em termos de ganhos esperados dependem do fortalecimento da confiança de firmas e famílias”, diz o texto divulgado nesta sexta-feira.
O discurso mudou em relação ao Relatório de Inflação de setembro, no qual o BC esperava “ritmo de atividade doméstica mais intensa neste e no próximo ano”.
Com relação aos investimentos, o BC disse que a expectativa é que se intensifiquem nos próximos semestres.





















