Embaixador do Brasil na Argentina reúne-se com ministro da Agricultura argentino para discutir retomada das exportações brasileiras de carne suína.
Embaixador brasileiro na Argentina discute cotas para carne suína

O embaixador do Brasil na Argentina, Enio Cordeiro, encontra-se hoje, em Buenos Aires, com o ministro da Agricultura argentino, Norberto Yauhar, para esclarecer os detalhes do acordo que permitirá a exportação de uma cota de 3 mil toneladas mensais de carne suína brasileira para o país vizinho, afirmou ao Valor o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto.
Desde fevereiro, quando a Argentina criou uma declaração juramentada a ser apresentada pelos importadores, as exportações brasileiras de carne suína despencaram de uma média mensal de 3,5 mil toneladas para cerca de 500 toneladas. Até então, a Argentina era o quarto principal destino das exportações de carne suína do Brasil.
Anunciado em março pelos ministros da Agricultura da Argentina e do Brasil, o acordo não prosperou por conta da resistência do secretário de Comércio Interior argentino, Guillermo Moreno, principal responsável pela medida, frustrando os exportadores brasileiros.
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Peça-chave para viabilizar o acordo, a presença de Moreno no encontro foi confirmada à embaixada brasileira pelo assessor do ministro da Agricultura da Argentina, Gustavo Alvarez. O Valor apurou que o governo brasileiro considera difícil a participação do secretário na reunião, especialmente num momento político turbulento no país. Caso se confirme, a presença de Moreno e a efetivação do acordo pode ser considera “histórica”, disse uma fonte.
Apesar das dificuldades, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, disse ontem, em Brasília, que o acordo poderia entrar em vigor nesta quinta-feira. A informação, segundo Mendes, foi fornecida por seu colega argentino, o ministro Norberto Yauhar, na terça-feira, durante reunião do Conselho Agropecuário do Sul (CAS) na Bolívia.
A promessa do ministro argentino, porém, é vista com ceticismo tanto pelo governo quanto entre os exportadores brasileiros. “Só acredito em vigência do acordo se houver comércio. Não adianta prometer data”, disse uma fonte.





















