A história de Brasileia, que se consolida como referência em agroindustrialização, ganhou uma nova página nesta segunda-feira, 13, com a inauguração da Dom Porquito.
Brasileia (AC) inaugura Unidade de Produção de Suínos

A história de Brasileia (220 quilômetros de Rio Branco), que se consolida como referência em agroindustrialização, ganhou uma nova página nesta segunda-feira, 13, com a inauguração da Dom Porquito, a indústria de suínos que vai trabalhar todos os elos da cadeia produtiva da suinocultura e garantir produto acreano nas prateleiras internacionais.
A indústria está localizada na Estrada do Pacífico e o investimento inicial foi de R$ 2,5 milhões, com a unidade de produção de leitões, que conta com laboratório, maternidade, berçário e toda estrutura de manutenção das matrizes, reprodutores, e dos leitões nos primeiros dias de vida, até que sejam entregues para que os produtores façam a engorda e a terminação dos animais, entregando-os ao abatedouro.
Ao fim do projeto, dentro de dois anos, o investimento em todas as etapas será de R$ 50 milhões, o que vai garantir a geração de 800 empregos, envolvimento de 100 produtores familiares e receita de R$ 150 milhões por ano (valor várias vezes superior ao total da receita anual de Brasileia).
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Cada reprodutor custa em média entre R$ 10 mil e R$ 12 mil, e cada matriz, cerca de R$ 3 mil reais. A unidade se inicia com 250 matrizes e 120 abates/dia, mas tem capacidade para abrigar 2,6 mil matrizes, produzindo para abate 300 suínos por dia. A tecnologia empregada na Dom Porquito é a mais moderna utilizada no mundo, da Agroceres PIC.
“Na Europa, a cada 10 matrizes alojadas, oito são com tecnologia da Agroceres, e nós estamos levando toda essa tecnologia também para o pequeno produtor, que, como um diferencial acreano, além de nos ajudar a tocar esse projeto, faz parte dele como sócio. É por isso que vai dar certo, a exemplo da criação de frangos”, disse o sócio-proprietário, Paulo Santoyo.
O investimento é privado, mas o governo do Estado é um dos grandes parceiros da Dom Porquito. A Agência de Negócios do Acre (Anac) é uma das acionistas. “Também vamos entrar na construção dos galpões para os pequenos produtores nesta etapa inicial. A suinocultura é um grande projeto. Quando olhamos para a indústria acreana vemos primeiro a madeira e a castanha e todos os outros produtos em menor escala. Ninguém acreditava na castanha e hoje ela é o segundo produto de exportação acreano e gera uma receita de R$ 30 milhões por ano, envolvendo 4,2 mil famílias de extrativistas. E o suíno, ao lado da ovelha, e principalmente do peixe, também terá um crescimento gigante na economia acreana”, disse o governador Tião Viana.





















