Carne suína pode, sim, ser consumida mal passada.
Dr. Bactéria interage com plateia e fala sobre os mitos relacionados à carne suína

O bom humor e a irreverência do médico Roberto Figueiredo, o “Dr. Bactéria”, levou para cerca de 150 pessoas, entre profissionais e estudantes de diversas áreas, informações sobre a saudabilidade da carne suína na manhã do último sábado (01/09), em palestra durante a 35ª Expointer, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.
A abertura da palestra ocorreu ao som de música tecno house, que imitou uma balada em pleno auditório do prédio da Administração da Expointer, e exercícios de alongamento corporal. Em seguida, o médico apresentou dados ocasionados devido aos maus hábitos de higiene da população. Segundo ele, em todo o mundo, em torno de 1,5 bilhões de crianças menores de cinco anos apresentam diarreia ao ano e 70% (2,1 milhões) de pessoas morre devido a manipulação incorreta dos alimentos.
O costume de guardar os ovos na porta da geladeira ou, então, manter frutas nas fruteiras, deixando-as expostas aos insetos, como moscas, são tradicionais da população brasileira. Entre eles, ressaltou o medo que as pessoas têm em consumir carne suína mal passada. “A maioria do povo brasileiro ainda acredita que a carne suína deve ser consumida apenas muito bem passada e, ao contrário disso, pode transmitir Cisticercose, uma doença que causa a morte de 50 mil pessoas ao ano, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. Isso é mito”, frisou Figueiredo, lembrando que a carne suína pode ser consumida crua ou semicrua, pois hoje há exigências impostas pela vigilância sanitária que controlam a sanidade do suíno. Além disso, hoje a alimentação do suíno é composta de milho, soja e água potável. “O suíno não é fonte de transmissão. O homem adquire a Cisticercose ao ingerir frutas, verduras ou água contaminada com fezes portadoras da tênia, verme causador da doença”, explicou.
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De acordo Valdecir Luis Folador, presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs) – entidade parceira na realização da palestra, hoje há um cuidado muito grande com a saúde dos suínos nas granjas. “Isso faz com que possamos oferecer uma carne suína saudável ao consumidor. Essa é a preocupação do suinocultor”, frisou Folador.
Promoção
O médico Roberto Figueiredo ficou conhecido como Dr. Bactéria por ser o criador e apresentador do quadro “Dr. Bactéria”, exibido no Fantástico (Rede Globo). Atualmente, é contratado da Rede Record de Televisão. É graduado em Biomedicina, com especialização em Saúde Pública e Marketing pela FGV e em Engenharia da Qualidade, Controle de Processos e Auditorias da Qualidade (Poli-USP). Assina os livros “Programa de Redução de Patógenos”, “Como Não Comer Fungos, Bactérias e Outros Bichos que Fazem Mal” e “Armadilhas de uma Cozinha”, da coleção Higiene dos Alimentos (editora Manole) e “Dr. Bactéria – Um guia para passar sua vida a limpo” (Editora Globo).
A palestra do Dr. Bactéria na 35ª Expointer foi uma realização do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS), Serviço Brasileiro de Apoio às Pequeno e Micro Empresas (Sebrae/RS), e Centro de Empreendimentos em Alimentação e Nutrição (Ceanut). Além da Acsurs, contou com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/RS) e Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado do Rio Grande do Sul (Sips).
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