Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,96 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,06 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,56 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 151,91 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,11 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,42 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.348,29 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,43 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,19 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 150,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,72 / cx
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Exportação

China pode liberar compra da carne suína brasileira

Expectativa dos produtores é que barreira caia durante a visita de Dilma, em meados de Abril. Chineses são responsáveis por metade do consumo mundial.

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O Brasil poderá conseguir a abertura do mercado da China para exportações de carne suína durante a visita que a presidente Dilma Rousseff fará ao país em meados de abril. Se conseguirem o sinal verde para os embarques, os produtores brasileiros esperam abocanhar metade das importações chinesas dentro de três anos, o que seria equivalente a US$ 500 milhões a preços e quantidades atuais.

A China é o maior consumidor de carne suína do mundo, responsável por metade da demanda. Mas quase todo o consumo de 50 milhões de toneladas é suprido pela produção local. Ainda assim, o país deverá importar 480 mil toneladas em 2011, segundo previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que prevê alta de 15% em relação ao ano passado.

Na próxima semana, a missão do Ministério da Agricultura chegará a Pequim para tentar concluir a negociação. Já existe o acordo para a venda de carne suína, mas a China ainda não credenciou os frigoríficos que podem exportar ao país, disse o adido agrícola do Brasil em Pequim, Esequiel Liuson.

No ano passado, o Brasil apresentou uma lista de 26 plantas para serem habilitadas. Os chineses visitaram 13 delas em novembro, mas falta a chancela oficial para que elas iniciem os embarques.

Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), prevê que o credenciamento das plantas poderá ser anunciado durante a visita de Dilma. As importações do país asiático são mínimas quando comparadas ao consumo doméstico. Ainda assim, a China foi o quinto maior importador em 2010, com compras um pouco superiores a 400 mil toneladas.

O Brasil exportou no ano passado 809 mil toneladas de carne suína. Se a previsão da Abipecs de conseguir metade do mercado chinês em três anos for confirmada, isso seria equivalente a 25% das vendas realizadas a outros países.

O embaixador brasileiro na China, Clodoaldo Hugueney, lembrou que o Brasil conseguiu uma vitória importante nas exportações de carne bovina para o país asiático há uma semana, quando houve o anúncio oficial da habilitação de cinco novos frigoríficos. Com isso, já existem nove plantas credenciadas.

Abrir o mercado chinês às exportações de carne do Brasil é um dos principais pontos da agenda bilateral. A demanda existe, mas as barreiras sanitárias colocadas por Pequim impedem que ela seja atendida. “O interesse dos importadores chineses pela carne brasileira é enorme. Todos os dias eu recebo várias consultas”, observou Liuson.

Diversificação. Dominada pela soja, a pauta do agronegócio poderá se diversificar nos próximos anos, com o aumento da renda chinesa, que será acompanhada da elevação do consumo. O potencial do mercado pode ser medido pelo fato de que Hong Kong foi o terceiro maior destino das exportações brasileiras de carne bovina em 2009, com 10,5% dos embarques.

A quantidade vendida foi muito superior à capacidade de consumo da população da ilha, o que levou analistas a concluírem que parte significativa dela foi reenviada para a China continental.

Essa triangulação é uma maneira dos intermediários locais contornarem as restrições sanitárias impostas por Pequim. Até o ano passado, só quatro plantas brasileiras estavam habilitadas a vender carne para a China, o que provocava o descompasso entre a demanda local e a capacidade do Brasil de atendê-la.

As exportações de carne de frango são as mais consolidadas. Hoje, 25 plantas estão credenciadas para vender o produto à China e, em 2010, o Brasil foi o maior fornecedor do país asiático, com embarques de US$ 220 milhões. Dois anos antes, as vendas eram praticamente inexistentes.

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