Com baixa proteção cruzada em relação ao Rotavírus A, agente passa a ganhar relevância nos diagnósticos de diarreia neonatal
Na SI: Nova cepa de rotavírus desafia maternidades suínas

A suinocultura brasileira vive um novo capítulo no controle das enfermidades entéricas neonatais. Enquanto durante anos os programas sanitários estiveram concentrados no controle do Rotavírus A (RVA), considerado um dos principais agentes associados às diarreias em leitões, outro grupo viral vem ganhando protagonismo nos diagnósticos de campo: o Rotavírus C (RVC).
A maior frequência de identificação do agente em maternidades, especialmente em leitões nas primeiras semanas de vida, acende um alerta para técnicos e produtores. Com características antigênicas distintas e proteção limitada pelas vacinas tradicionalmente utilizadas contra o RVA, o RVC representa um desafio adicional para sistemas produtivos que buscam reduzir mortalidade pré-desmame, melhorar desempenho e aumentar a previsibilidade dos lotes.
Segundo o professor do Departamento de Patologia Clínica Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e coordenador do Laboratório de Imunologia e Biologia Molecular da instituição, Matheus Nunes Weber, o cenário observado atualmente é resultado de uma combinação de fatores que envolve evolução dos métodos diagnósticos, circulação viral e mudanças na dinâmica das enfermidades entéricas.
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