Vendas foram reduzidas devido à valorização do real frente ao dólar e dos elevados custos internos. Preço alto do milho também prejudica o setor, de acordo com a Acav.
Câmbio prejudica avicultura catarinense no primeiro quadrimestre
As vendas externas de carne de frango realizadas no Estado de Santa Catarina seguiram elevadas no primeiro quadrimestre de 2011, de acordo com informações divulgadas pela Associação Catarinense de Avicultura (Acav). Entretanto, as margens foram reduzidas devido à valorização do real frente ao dólar e dos elevados custos internos, segundo avalia o presidente da entidade, Clever Pirola Ávila.
Segundo dados da Acav, o desempenho nos quatro primeiros meses do ano foi difícil, pois o setor tentou superar os desafios do custo extremamente elevado do milho, o qual tem colocado o produto em competitividade inadequada.
“O elevado preço do milho, neste ano, encareceu a produção de aves. No Brasil, a média mensal da saca de milho atingiu R$ 30,26 em abril, acumulando alta de R$ 22,26 em relação ao mesmo mês do ano passado”, destaca Ávila.
Leia também no Agrimídia:
- •Bahia reforça liderança da avicultura no Nordeste e projeta crescimento do setor em 2026
- •Pesquisa no Cazaquistão desenvolve biorevestimento que pode ampliar vida útil do frango refrigerado para até 20 dias
- •Oriente Médio amplia demanda por carne de frango e se consolida como mercado estratégico para exportadores globais
- •TBTAgrimidia com Associação Paulista de Avicultura (APA) na década de 70: A avicultura brasileira em meio à crise econômica da época
Apesar do quadro, Santa Catarina continuou liderando as exportações brasileiras de carne de frango em volume, praticamente empatando com o Paraná. No mês de abril os catarinenses embarcaram 89,252 mil toneladas do produto, contra 89,224 mil toneladas dos paranaenses. Em receita, as exportações catarinenses mantiveram o primeiro lugar em abril, com US$ 209,5 milhões, seguidos pelo Paraná (US$ 177,3 milhões), Rio Grande do Sul (US$ 121,9 milhões), São Paulo (US$ 47,9 milhões) e Mato Grosso (US$ 34 milhões).
Ávila informa que na tentativa de manter a competitividade nesse período de regime cambial desfavorável à exportação, as empresas têm procurado investir cada vez mais em automação, embora o setor esteja limitado com preços de mercado que lá fora não aceitam mais aumentos.
“Atualmente, nossos custos em dólar são similares aos norte-americanos em função dos preços do milho e da valorização do real”, afirma.
No que tange ao mercado interno, por outro lado, as vendas de carne de frango no primeiro quadrimestre seguiram em crescimento, em razão do fortalecimento do poder de consumo da população brasileira.
“Mantido esse desempenho, prospectamos, inclusive, um novo recorde no consumo per capita neste ano”, conclui.





















