Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,48 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 153,49 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 160,43 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,47 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,68 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,21 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,09 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,18 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 133,05 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 143,05 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 147,25 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,28 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.529,62 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.447,18 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 125,01 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 143,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 157,69 / cx
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Economia

Acordo sobre o Cade

Câmara dos Deputados chega a acordo sobre projeto de lei que reestrutura o Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

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Acordo sobre o Cade

Após muita negociação, a Câmara dos Deputados chegou ontem à noite a um acordo sobre o projeto de lei que reestrutura o Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

Apoiado pelo Palácio do Planalto, o relator da proposta, deputado Pedro Eugênio (PT-PE), rejeitou no texto a elevação do valor mínimo do faturamento anual para que as empresas sejam obrigadas a notificar ao Cade qualquer operação que resulte em ato de concentração. Os senadores, liderados por Francisco Dornelles (PP-RJ), estabeleceram esse valor em R$ 1 bilhão. Eugênio retomou o valor que havia sido aprovado pela Câmara, de R$ 400 milhões.

Outro ponto alterado no Senado e que os deputados restabeleceram o que haviam aprovado se refere ao valor das multas aplicadas pelo Cade a empresas acusadas de crimes contra a ordem econômica, como cartelização. Também liderado por Dornelles, o Senado diminuiu o teto de 30% para 20% do faturamento da empresa no mercado específico em que atua. Os deputados retomaram os 30%.

O DEM também conseguiu impor três pontos no relatório aprovado ontem: a possibilidade de que a garantia judicial necessária para a empresa discutir na Justiça a punição não fosse feita apenas em dinheiro, como previa o relatório, mas também mediante outros meios a serem definidos pelo juiz; a exclusão da necessidade de que os órgãos de investigação avisem as empresas 24 horas antes que irão inspecioná-la; e a retirada da prática de exclusividade como geradora de efeito anticompetitivo – o Cade já tem consolidado esse entendimento independentemente de previsão legal.

A nova lei antitruste vai mudar completamente os julgamentos de fusões e aquisições no Brasil. Pela lei anterior (nº 8.884), as empresas, primeiro, faziam os seus negócios e, depois, havia o julgamento pelo Cade. Pelo projeto da nova lei, os negócios só vão valer se tiverem o aval do órgão antitruste.

Por isso, o Cade vai ter que se equipar para decidir os processos a tempo. O órgão antitruste precisará de uma nova sede e de mais técnicos para ganhar agilidade. O risco da nova lei é o de as empresas terem de esperar muito para terem uma resposta sobre os seus negócios.

O presidente do Cade, Fernando Furlan, já enviou um pedido formal ao governo para tirar o órgão antitruste do “predinho” de dois andares onde funciona. O Cade vai receber mais da metade dos técnicos da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, que será extinta. Da SDE vai restar apenas o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), que será transformado numa secretaria nacional.

O Cade calcula que vai precisar de mais 200 técnicos. A contratação será uma segunda etapa, após a aprovação da lei. Ela é considerada imprescindível pelo Ministério da Justiça para fazer com que as fusões tenham uma resposta rápida. Pela nova lei, o Cade terá de dar resposta às empresas em, no máximo, 180 dias. Hoje, há casos, como a compra da Sadia pela Perdigão, que demoram até dois anos para serem julgados.

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